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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Curiosidade



Apesar de seguir a moda virtual 2011/2012, confesso que não faço quase nenhum uso da minha conta no Facebook.
O repentino interesse, diria explosivo, por esta rede social é um fenómeno relativamente recente. Provavelmente, a maior parte das pessoas desconhece que a mesma já existia muito antes de se tornar a preferida de milhões de pessoas: com outro nome, com outro aspecto, com outras funcionalidades e menos aperfeiçoada.
Hoje, numa passagem pelo Facebook, encontrei uma frase que alguém pôs a circular aquando da morte do fundador da Apple, Steve Jobs e que dizia o seguinte: "Houve 3 maçãs que mudaram o mundo: a que a Eva comeu, a que caiu na cabeça do Newton e a que o Steve criou."
Frase simples, mas bem verdadeira!
Já agora, a cada um de vós que me lê, desafio-vos a imaginarem como seria a realidade actual, qual o rumo tomado pela Humanidade, caso não tivessem existido estes três contextos referenciados na frase.
Uma certeza, tenho: a vida de milhões de pessoas não teria sido a mesma e a história do Mundo ter-se-ia escrito de uma outra maneira.  
Como três simples maçãs desempenharam um papel tão importante na história do Homem!  

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Respeito


"Quando o Homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará de o ensinar a amar o seu semelhante."
Albert Schweitze

Hoje comemora-se o Dia Mundial dos Animais.
A necessidade da comemoração de um dia destes deveria envergonhar a Humanidade.  
A nossa espécie, única entre as demais, possuidora da razão e por isso dominadora, cada vez que maltrata um animal embaça a raça a que pertence.
Donos da razão, espécimes por excelência do Homo Sapiens Sapiens, dominamos, destruímos, maltratamos, matamos, em nome de interesses maiores, como se o Planeta fosse propriedade privada, condomínio fechado da espécie a que pertencemos e esquecemo-nos dos laços naturais que nos unem a todos os seres vivos, dos mais simples aos mais complexos.
Quando percebermos esta verdade tão simples, a esperança iluminará a Humanidade. 



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Viver

Esta eterna luta entre emoção e razão acompanha-nos desde tempos já esquecidos.
Ambas vivem em cada um de nós. Condicionam cada gesto que fazemos, cada decisão que tomamos, cada opção que escolhemos.
Por vezes, baralham-nos, entontecem-nos, confundem-nos, magoam-nos, fazem-nos sentir perdidos em busca de um rumo, de uma certeza que valide o que somos, como somos.
Isso é Viver, é sentir que vale a pena arriscar em cada momento tornado único, é saborear, mesmo com dor, cada lágrima solta pela face, cada aperto do coração, cada mágoa e cada saudade, cada riso e cada gesto, frutos da razão e da emoção.
Viver é sentir intensamente os momentos de cada dia, bons ou maus, não importa, apenas a certeza que os sentimos, que valem a pena, para no fim podermos gritar convictamente:
- Não passámos pela vida. Vivemos!

sábado, 1 de outubro de 2011

Sou

A brisa suave que se espalha livremente, traz-te até mim. Envolves-me com os braços do vento em momentos de silêncio. És calma e és paz. Percebes-me. Aceitas o que sou e como sou. Sinto-te na aragem morna que me cinge e me abraça. É uma parte de ti, inalcançável, distante, mas tão perto que me chega dos mistérios do Universo que desconheço, mas pressinto.
Sou eu, um pedaço gerado de ti, a prova da tua imortalidade, porque sou a lembrança que te perpetua, sou o futuro na tua ausência.
Sim, sou eu, um dos imensos vestígios da tua existência, da tua verdade em mim. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Palavras

Às vezes perguntam-me onde vou buscar as palavras que enfeitam os meus textos.
Não sei, não as procuro.
No início, apenas as sinto, numa premência que me invade. Ainda sem forma, ainda sem corpo, nalgum qualquer recôndito lugar deste ser que eu sou, pedem-me que lhes dê sentidos que as signifique.
Aceito. Percebo-as. São partes de mim. Reflexos do que penso, do que sinto, do que sou.
Desnudam-me na simbologia que espelham.  
Eternizo-as em cada texto que escrevo.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Juntos

Ter um espaço de partilha onde, através dele, defendemos ideias, desnudamos o lado mais oculto de nós, desvendamos estados de alma para pessoas que, muitas vezes, nos são desconhecidas, é uma consequência cônscia de quem tem um blog.
Se a paixão pela escrita motivou a criação, a sua existência só se consubstancia através de todos aqueles que me lêem, de todos aqueles que diariamente procuram este espaço nas suas horas de lazer.
Vós sois a outra parte deste meu eu. Cada um de vós é co-responsável pelo meu blog.
Obrigada por me escolherem. Não imaginam o prazer imenso em vos saber aqui.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vida

Quantas vezes erramos o olhar com que perscrutamos o que nos rodeia? Quantas vezes defendemos convictamente veracidades que mais tarde se desfazem em dúvidas? Quantas vezes afirmamos realidades que nos escapam?
A idade da vida ensinou-me os quão erróneos podem ser os julgamentos que fazemos, as conclusões a que chegamos, quando alicerçados em suposições que tomamos como certezas inabaláveis.
Vem isto a propósito da execução do afro-americano Troy Davis, condenado, nos EUA, à pena de morte por suposto homicídio de um polícia branco.
Nenhum ser humano tem o direito de tirar o que não pode restituir. A vida é um dom de Deus e apenas Ele a pode tirar.
Orgulha-me os nossos estadistas de visão que anteciparam a defesa dos direitos humanos nas decisões que tomaram.
Orgulha-me termos sido os primeiros a abolir a escravatura, a proibir a pena de morte.
O Homem mede-se pela coragem nos combates decisivos da vida, pela firmeza das convicções, pelo perseguir dos sonhos, pela não desistência no que acredita, no que  almeja.
A História não é dos fracos!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sentires



Revejo-te, em gestos de silêncio e ausência!
Recordo-te, em cada lembrança que chamo!
Sinto-te, no sossego dos meus pensamentos!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Papéeeeeeeiiiis

O vídeo inserido neste post resultou da participação dos docentes da Escola Secundária Artur Gonçalves no Sarau do final do ano lectivo 2010/2011.
Este não é mais que uma paródia, crítica e irónica, à burocracia que invadiu as nossas escolas, à papelada infindável de preenchimento obrigatório a que os professores se vêem sujeitos.
No momento presente, em que o Sistema de Ensino vem sendo alvo de remodelações, Nuno Crato deveria desburocratizar a Escola, sob pena de os papéis serem mais importantes que o tempo necessário para a função privilegiada dos docentes: dar aulas.


PS: Recorde-se o caso de uma escola que, nos últimos 3 meses do ano lectivo passado, gastou 400 mil fotocópias.
 O número fala por si!

domingo, 18 de setembro de 2011

Despedida

retirada da Internet

O domingo passou-se numa calmaria, entre pequenos nadas, grandes tenuidades de um dia de descanso.
Um dia sossegado, cheio de um sol agasalhado a despedir-se do Verão, com um pé a entrar no Outono.
Um final de dia tranquilo a antecipar o início da semana.
Um quase final de estação que se vai cobrindo lentamente com tons castanhos e amarelados, com dias cada vez mais curtos.
É a Natureza a preparar-se para a sonolência dos dias de Inverno.

sábado, 17 de setembro de 2011

Fantasias


Enquanto ouvia as notícias das treze sobre o buraco financeiro na Madeira e ia escutando Alberto João Jardim, presidente desta região autónoma, numa das suas intervenções, a cheirar excessivamente a campanha eleitoral, não pude de sentir uma certa pena por aquele personagem.
Reclama pela falta de solidariedade do seu partido político no continente, pede ajuda aos madeirenses para conseguir ganhar mais uma eleição e, assim, ter hipótese de limpar a honra da região. Não será antes a sua?
Falta de solidariedade? A solidariedade conquista-se através dos nossos actos, é um processo natural entre gentes e não há solidariedade nenhuma que aguente a altivez, a soberba, a falta de educação que tem pautado a acção política e as intervenções deste senhor, há já muito tempo.
Sinto pena, sim. Pena de ver alguém que teima em não querer largar a cadeira do poder, alguém que se recusa a interpretar os factos, alguém que obstinadamente continua em querer permanecer, quando é de mais evidente que chegou a hora de se retirar.
Alberto João Jardim faz-me lembrar aqueles filhos que se dizem independentes, agem com a certeza da sua autonomia, uma vez que é fácil afirmar tal já que sabem continuar a ter, tecto, cama e roupa lavada à custa dos progenitores

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sabores

A que sabe a liberdade?
Sabe ao azul imenso do mar.
Sabe ao vôo das gaivotas no ar, em cruzados movimentos, planando nos céus da minha cidade.
Sabe ao eco do grito perdido no infinito do horizonte.
Sabe a dias de sol preguiçosos, sabe a madrugadas de brisa fresca, sabe ao brilho de uma noite de luar.
Sabe à força da Natureza em cada vida a brotar! Sabe a aromas adocicados na aragem primaveril.
Sabe a rosas com pétalas de certeza, sabe a cardos com espinhos de hesitação.
Sabe ao sabor de viver, neste doce desassossego, nesta ânsia de alcançar um querer e não querer.
Sabe a mim. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uma entrada triunfal

Um dos problemas de quebrar as rotinas aquando das férias de Verão – sabe tão bem – é o voltar a entrar nelas.
Quase sempre nos primeiros dias de trabalho, a dificuldade em alinhar as horas de sono é imensa. Há que voltar a acordar cedo – como custa! -, há que coordenar as actividades diárias de modo a que o dia não estenda os seus braços pela noite dentro num namoro infindável.
Hoje, para iniciar bem o primeiro dia de aulas, o despertador não tocou, o gato não miou e eu acordei tarde de mais com a minha filha a exclamar: “ Mãe! Não tens aulas às 8:30?"
Nunca me despachei tão depressa, nunca corri tão veloz, nunca fintei tanto os minutos numa correria contra o tempo. Mas consegui!
Como o seguro morreu de velho, esta noite vou pôr a despertar os dois telemóveis, não vá o diabo tecê-las! 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Fragilidade

Mais um final de dia na calma que precede a correria da azáfama do trabalho.
Apenas serenidade e uma leveza de espírito invadem-me no que sou e no que sinto.
Uma nova madrugada, no reencontro de mim, rodeada dos silêncios da noite que gritam palavras mudas, palavras que calam certezas, palavras adormecidas em forma de sentires.
Mais um início de noite que me chama para dentro de si, que me envolve no sossego meditado do seu abraço e me decifra gestos, entoações, olhares e silêncios. Percebo-o na sua linguagem silente, entendo-o nas palavras que não diz.
 Mais um início de noite em que me desvendo na  fragilidade aparente das palavras que me revelam. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Este nosso Portugal

Ontem, enquanto escrevia o texto para o post, atropelavam-se-me pensamentos sobre o nosso Portugal, sobre as decisões políticas dos últimos anos, sobre o modo como nos temos diluído face ao exterior. 
Em nome de uma unificação europeia, em nome de uma única voz portuguesa, perdemos a soberania, perdemos a moeda, perdemos a ortografia!
Um destes dias, ainda perdemos a Nacionalidade!
Porque perdidos, já andamos há muito!...