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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aliens

A noção de que o planeta onde vivo é uma mera partícula comparado com a vastidão de um Universo conhecido e ainda por conhecer, é clara e inequívoca.
Se o meu planeta é uma parte minúscula de um todo, é natural que a probabilidade, mesmo que remota, de haver outras formas de vida, exista.
Esclarecida a minha posição relativamente ao assunto e sem mais preâmbulos, deixo-vos com um momento muito peculiar e exemplificativo de como esta crise nos vai afectando: a uns mais que outros e cada um à sua forma. 
Sequelas dos tempos que correm.


domingo, 15 de janeiro de 2012

Aquele olhar

Desprevenidamente, por entre a multidão de gente apressada e ocupada, os seus olhares cruzaram-se: olharam-se, de uma forma tão mágica, que parecia que a eternidade estava logo ali. Por instantes, breves, fugazes, a intensidade daquele olhar trocado transportou-os para lá do tempo e do espaço numa perpetuidade só intuída pelos amantes.  
Num compasso passageiro do tempo, no desfazer de um gesto distraído, abandonaram-se um no outro, enquanto o silêncio dos seus olhares gritava e, mesmo antes de se perderem nos braços da multidão que os afastava e separava para o desconhecido, souberam que aquele olhar os tornara cativos para sempre.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Lições

A vida já me ensinou tanto!
Com ela aprendi importantes lições…
Aprendi que nunca é uma palavra mentirosa e, se dita com altivez, torna-nos ridículos; aprendi que há mesmo pessoas insubstituíveis, mas isso não impede que a vida continue; aprendi a descobrir os verdadeiros amigos e a importância que eles têm; aprendi que a raiva, os ciúmes e a inveja são maus conselheiros; aprendi que o êxito tropeça, muitas vezes, na insegurança e na incompreensão; aprendi que os obstáculos, no caminho, apesar de dificultarem o percurso, valorizam a chegada; aprendi que o não, às vezes, é afirmação e o sim negação; aprendi que gestos simples e sinceros fazem toda a diferença; aprendi que um sorriso, uma palavra doce podem ser poderosos e sabem tão bem; aprendi que o orgulho, em excesso, torna-se soberba e esta impede a felicidade; aprendi que agir, nalgumas situações, pode ser sinónimo de aquietar; aprendi que o tempo e a distância provocam dormência, mas não esquecimento; aprendi que a felicidade é uma conquista inacabada, às vezes dói, mas que vale sempre a pena; aprendi a interpretar silêncios, gestos e olhares; aprendi a desvendar sentidos escondidos nas palavras...
A vida é uma constante aprendizagem, mas como em todas as aprendizagens há que se estar atento, compreender e saber interpretar as lições que ela nos oferece.
A vida já me ensinou tanto e o que eu sei é, ainda, tão pouco!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

As não respostas

A propósito de algo que se passou, questiono-me: pelo facto de não percebermos tudo o que acontece; pela razão de não encontrarmos explicações racionais para determinadas ocorrências; pelo motivo de a Ciência não aceitar nada que não seja medível, experiencial; pela maioria das pessoas, somente, acreditar no que os seus olhos vêem e o seu corpo sente, poder-se-á, com toda a certeza, defender apenas e só a existência do palpável, do material, na vida, tal como a conhecemos? 
Fica a dúvida, ficam as não respostas, com a abertura de espírito para aceitar que o que sabemos é tão pouco, quando comparado com o que desconhecemos!
É bom nunca esquecer que a Ciência é sempre céptica antes de desvendar as verdades e estas nunca são  definitivas!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Mueve-te

Quem de vós não possui uma paixão, um gostinho especial por algo que vos preenche completamente, tão completamente que até se perdem no tempo?
Estes pequenos oásis do prazer, tranquilizantes do espírito e regeneradores do ser, desempenham um papel primordial no equilíbrio de cada um de nós.
Um dos meus oásis é, sem dúvida, a dança, como tantas vezes já aqui referi. É nela que me perco para me encontrar.
No cais de Gaia, sobranceiro ao rio Douro, o ambiente descontraído e caliente do Muevete Bar, faz deste espaço o sítio ideal para todos os que gostam de ouvir e sentir, no corpo e no espírito, o poder intenso da música afro-latina.
Um espaço informal onde se podem passar momentos agradabilíssimos, acompanhados pela beleza ofuscante da cidade reflectida nas águas calmas e paradas do rio a seus pés que se vislumbra através das amplas e rasgadas vidraças debruçadas para o exterior.
Move-te no 






segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ilógico

Ao ler a notícia, no Público de hoje, sobre a comparticipação do SNS na remoção dos implantes mamários de silicone de uma certa marca, para todas as mulheres que se submeteram a esta operação, independentemente do motivo que as norteou, baralhou-me. Então, uma parte dos meus impostos vai ser aplicada não para ajudar os mais carenciados na prestação dos cuidados primários de saúde, mas antes para subsidiar a remoção de implantes mamários de quem não tem qualquer dificuldade económica? Não faz sentido!
Um implante mamário, quando a razão é meramente estética e não resultante de uma intervenção oncológica, é um luxo, um mimo que só tem quem pode. Assim sendo, o SNS não tem de comparticipar nada!
Poupa-se por um lado, desbarata-se por outro e depois pede-se compreensão e espírito de sacrifício…


domingo, 8 de janeiro de 2012

Criação

Nos momentos sossegadamente silenciosos, descubro-me, percebo-me, encontro-me.
Nas breves lacunas do nada, escuto o som das palavras, apenas pensadas.
Em instantes solitários de não solidão, desvendo as memórias que a poeira do tempo somente escondera e busco, num lugar oculto de mim mesma, a essência do que sou.
Na mansidão da noite escura, decifro a incógnita linguagem da razão, solto-a, grito-a, acompanham-me as ténues sombras da percepção dos outros e de mim.
Nos momentos sossegadamente silenciosos do tempo, escrevo e, em cada palavra pensada, maturada, cuidadosamente significada, desvendo a linguagem da alma, deixo-me interpretar.
Na tranquilidade silenciosa da noite, na perfeição da existência criada, eu sou. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Dúvida Metódica

Tal como aconteceu com o grupo Jerónimo Martins relativamente à venda de acções da sociedade Francisco Manuel dos Santos SGPS para a sociedade Francisco Manuel dos Santos B.V (subsidiária), - que confusão!!! -, será que, também eu, principal e única accionista do grupo familiar e monoparental,  Aguiar da Câmara e seus descendentes, poderei transferir o meu capital social para a Holanda?
Lá diz o ditado “ Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”.
Somos os maiores!

Ilusão

A decisão política do reajustamento da hora, na ilha de Samoa, situada no Pacífico Sul, de modo a diminuir a diferença temporal relativamente aos seus vizinhos mais próximos, engoliu um dia inteirinho no calendário.
Os Samoanos adormeceram na quinta-feira à noite e quando acordaram era já sábado, enganando o tempo num qual passe de magia.
Se pudéssemos fazer o mesmo ao longo da nossa vida, conseguem imaginar o que seria adormecermos num certo dia e acordarmos numa amanhã à escolha?
Em determinadas circunstâncias, apetecia baralhar o tempo, devorar dias, alongar outros, alterar a ordem sequencial dos acontecimentos, senão mesmo os acontecimentos, como se, assim, pudéssemos reescrever a história pessoal.
Meros pensamentos, de início de ano, em forma de divagações.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Novo Ano

Os tempos que correm assombram a felicidade que cada um de nós busca incessantemente.
As dificuldades que nos rodeiam não nos podem manietar. Há que saber apreciar pequenas delícias que ajudam a amenizar as contrariedades de quem vive da labuta diária. São pequenos oásis, diferentes de pessoa para pessoa, mas primordiais para enfrentar e suavizar as contrariedades de uma sociedade em busca de si própria.
A crise? A tendência para o soturno? Definitivamente, não!
Com um sorriso rasgado, muita vontade de viver e uma ânsia que me invade, abraço este novo ano! 
Bom 2012 para todos vós!

sábado, 24 de dezembro de 2011

O meu postal de Natal




O post de hoje foi pensado em forma de postal de Natal. Um postal de Natal dedicado a todos os que, aqui, me lêem, quase diariamente.
Queria um postal diferente, um postal único, original, um postal muito especial, como especial é cada um de vós que por aqui passa e regressa num ritual que se cumpre.
O meu postal não foi tirado da Net, não foi recebido por mail, não foi achado num site qualquer. Não! O meu post(al) é um simples texto dedicado a todos, com muito carinho, com muita amizade. É a minha forma simples e sincera de vos desejar um Santo e Feliz Natal,onde quer que o celebrem.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Regresso

Voltei!
Não, não emigrei!
Durante uns dias fiquei sem Net, por isso esta minha ausência, mas valeu a pena, pois regressei a toda a velocidade, aquela que a fibra óptica me permite. Não há nada como a concorrência para se conseguir poupar!
Entretanto, descobri que me tornei uma internetodependente. É verdade, confesso!
Que saudade de navegar ao sabor dos sites, descobrindo mundos virtuais para além do real.
Não consigo imaginar o meu dia-a-dia sem Internet, sem telemóvel, sem televisão, entre muitas outras dádivas da modernidade.
Se o que o Homem já conseguiu é tão surpreendente, imaginem como não será o futuro: cheio de engenhocas que ainda estão por inventar, realidades que apenas ainda são  sonhos e vagos  projectos!
Pequenos passos no presente firmam a esperança no futuro.





sábado, 17 de dezembro de 2011

O voo da águia

Fonte fidedigna, que pediu anonimato, adiantou as razões para o incidente ocorrido durante o jantar de Natal da família benfiquista, entre a águia Vitória e o presidente deste clube.
Ao que parece, vários foram os motivos para tão tresloucado acto da mascote do Benfica.
Farta de ouvir os discursos repetitivos de Luís Filipe Vieira contra o seu rival nortenho, contra a arbitragem, contra os apitos multicolores, contra o seu rival do lado, contra a fraca iluminação dos túneis e duvidosos acessos, contra os stewart, contra os aspersores de rega, contra o verde da relva e a forma esférica da bola, enfim, contra tudo e contra todos, a pobre águia aproveitou a presença deste alto responsável e atacou-o com as suas potentes garras.
Se não era rapidamente dominada, lá ficava o Benfica sem presidente e sem mascote.

Adenda: A mesma fonte fidedigna (que continua a querer manter o anonimato) informou, em segredo, que Luís Filipe Vieira, mal saíram os últimos convivas do almoço, mandou vendar a águia e diminuir-lhe a ração.
Como retaliação, parece que a Vitória recusa-se a voltar a voar sob o céu do estádio dos lampiões.
Impasse! 
Quem ganhará este braço de ferro?
Não percam o desenvolvimento num próximo repasto.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Nem mais!

Pedro Nuno Santos, um dos vice-presidentes do grupo parlamentar do PS, afirmou que se estava a “marimbar para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou”, sugerindo que o país deve suspender o pagamento da sua dívida para deixar “as pernas dos banqueiros alemães a tremer”.
Público, edição on line de 15 de Dezembro de 2011


Em sintonia com a ideologia defendida pelo deputado do PS, faço constar, para que se saiba, que eu, uma cidadã deste humilde país da União Europeia, deixarei de pagar as contas referentes às despesas mensais do gás, luz, prestação da casa entre outras, uma vez que, após o corte de 5% no vencimento, a anulação dos subsídios de férias e Natal, não possuo rendimento suficiente para fazer face aos inerentes encargos das rotinas diárias.
E mais informo que, se me vierem pedir contas desta minha decisão e reclamar o pagamento das dívidas contraídas, remetê-los-ei à sua insignificância e processá-los-ei, uma vez que NÓS, acima de tudo.
E assim vai este meu Portugal…

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Essa força maior

Paulo Coelho, numa das suas crónicas semanais, de uma revista muito em voga, a propósito de uma crise de fé que o abalou, desenvolvia um tema de cariz religioso e defendia que, provavelmente, não seríamos questionados sobre o que fizéramos na nossa vida, mas antes sobre o modo como geríramos o amor em relação aos outros.
Na verdade, é o amor que nos faz ser pessoas melhores, mais verdadeiras, mais compreensíveis.
O amor, pensado como a força maior que tudo consegue, que tudo perdoa, que tudo possibilita.
Aproveitemos a serenidade e a profundidade desta quadra natalícia e construamos uma vida plena de amor, independentemente da forma com que este se revista.
Amemo-nos, então, com a perfeição que a nossa imperfeita condição humana o permita!