Desafioos é já por si um desafio lançado em forma de repto: "Andas muito filosófica, tens de criar um blogue!". Porque gosto de desafios, aceitei o desafio e criei este blogue.
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sábado, 6 de março de 2010
Amizade
"A firme decisão inicial, de não alongar o texto deste post, esfumou-se mal o comecei a redigir. No meu íntimo sabia que seria assim..."
O dia acordara enublado e chuvoso, cobrindo, com o seu manto cinzento, a Natureza, pincelando-a de cores frias.
Com a decisão tomada na véspera e o destino sabido, parti.
O tempo esgotou-se em reflexões, inspiradas na exuberância do verde e na beleza da paisagem, matizada pela neblina que a envolvia.
As sensações despertas, pelo ambiente, acordaram as emoções e hipnotizaram o lado físico do Eu, enquanto o espírito absorvia a tranquilidade da beleza exterior: dei-me!
Ladeada de verdes prados, enfeitados de penedos e fragas, a estrada encurvava-se nos desníveis do terreno.
De repente, no final de uma apertada curva, abrindo-se ao forasteiro, resplandeceu, em todo o seu esplendor, um cenário de contornos românticos, entre o casario e o verde molhado da vegetação, embalado pelo som ritmado das águas agitadas do rio Vouga, emprenhado pelas chuvas intensas do Inverno.
A paisagem, de uma beleza estonteante, inebriou os sentidos.
A razão da viagem aconteceu: reencontro calmo, sereno, envolto em olhares que se percebem, sem recurso a muitas palavras; abrimo-nos numa amizade partilhada, alicerçada no tempo; demo-nos na compreensão das diferenças; entendi uma verdade pura: numa amizade, cada amigo é único, importante. A amizade não se esgota na distância, no silêncio. A amizade respeita os tempos de cada uma das partes e dá-se sem exigências, apenas acontece!
"As ironias da vida acontecem: a lonjura da distância, gerada por um acaso da vida, permitiu o que a proximidade quotidiana adiava."
O dia acordara enublado e chuvoso, cobrindo, com o seu manto cinzento, a Natureza, pincelando-a de cores frias.
Com a decisão tomada na véspera e o destino sabido, parti.
O tempo esgotou-se em reflexões, inspiradas na exuberância do verde e na beleza da paisagem, matizada pela neblina que a envolvia.
As sensações despertas, pelo ambiente, acordaram as emoções e hipnotizaram o lado físico do Eu, enquanto o espírito absorvia a tranquilidade da beleza exterior: dei-me!
Ladeada de verdes prados, enfeitados de penedos e fragas, a estrada encurvava-se nos desníveis do terreno.
De repente, no final de uma apertada curva, abrindo-se ao forasteiro, resplandeceu, em todo o seu esplendor, um cenário de contornos românticos, entre o casario e o verde molhado da vegetação, embalado pelo som ritmado das águas agitadas do rio Vouga, emprenhado pelas chuvas intensas do Inverno.
A paisagem, de uma beleza estonteante, inebriou os sentidos.
A razão da viagem aconteceu: reencontro calmo, sereno, envolto em olhares que se percebem, sem recurso a muitas palavras; abrimo-nos numa amizade partilhada, alicerçada no tempo; demo-nos na compreensão das diferenças; entendi uma verdade pura: numa amizade, cada amigo é único, importante. A amizade não se esgota na distância, no silêncio. A amizade respeita os tempos de cada uma das partes e dá-se sem exigências, apenas acontece!
"As ironias da vida acontecem: a lonjura da distância, gerada por um acaso da vida, permitiu o que a proximidade quotidiana adiava."
quarta-feira, 3 de março de 2010
Pensamento
Receamos expôr o lado mais humano de nós mesmos, quando assumimos, perante os outros, o choro verdadeiro da saudade na perda, como se chorar pudesse, de alguma maneira, ser considerada uma fraqueza, um diminutivo de carácter.
Assumir o choro, sem vergonha de o confessar, é um acto corajoso, de todos os que fazem das lágrimas a tinta que caligrafa a linguagem gestual do coração, comunicando, em discurso não falado, a dor sentida, mas quase sempre adormecida para o exterior.
Chorar é esbater, em suaves nuances, a intensidade da dor na incompreensão, é abrir as comportas interiores e deixar fluir o caudal da saudade, na naturalidade de se Ser, no momento, apenas, corpo e alma, emoção e, quase nada de, razão!
Assumir o choro, sem vergonha de o confessar, é um acto corajoso, de todos os que fazem das lágrimas a tinta que caligrafa a linguagem gestual do coração, comunicando, em discurso não falado, a dor sentida, mas quase sempre adormecida para o exterior.
Chorar é esbater, em suaves nuances, a intensidade da dor na incompreensão, é abrir as comportas interiores e deixar fluir o caudal da saudade, na naturalidade de se Ser, no momento, apenas, corpo e alma, emoção e, quase nada de, razão!
segunda-feira, 1 de março de 2010
Dialéctica
O Homem é um ser, eminentemente, social na medida em que depende do Outro para a formação da sua própria identidade.
A consciência do ser individual nasce da dialéctica do Eu em oposição ao Tu.
A relação do Eu com os Outro é um processo dinâmico, com reflexos na realidade, que permite perceber a identidade na unicidade do ser.
A consciência do ser individual nasce da dialéctica do Eu em oposição ao Tu.
A relação do Eu com os Outro é um processo dinâmico, com reflexos na realidade, que permite perceber a identidade na unicidade do ser.
A Linguagem da Alma do Mundo
A vida é surpreendente, oferece-nos ensinamentos, muitas vezes, não percebidos por desatenção e falta de intuição.
Entender a linguagem da alma do mundo, que se exprime através das lições de vida, implica saber abrir o coração aos outros, purificá-lo dos poluentes da comunicação e aceitar a génese da condição humana.
Esta linguagem universal ensina-nos a importância da partilha, da entreajuda, da solidariedade e, acima de tudo, da simplicidade de ser-se entre os demais.
Todo aquele que, erguido no pedestal da vida, compreende a importância do gesto solidário de estender a mão ao seu semelhante, quando a vida o derrubou, ajudando-o a levantar-se, tomando-o como um igual, esse ser conseguiu quebrar as grilhetas do coração e perceber a linguagem da alma do Mundo.
“ Nenhum homem tem o direito de altear-se perante um outro, a não ser para o ajudar a erguer-se. “
Entender a linguagem da alma do mundo, que se exprime através das lições de vida, implica saber abrir o coração aos outros, purificá-lo dos poluentes da comunicação e aceitar a génese da condição humana.
Esta linguagem universal ensina-nos a importância da partilha, da entreajuda, da solidariedade e, acima de tudo, da simplicidade de ser-se entre os demais.
Todo aquele que, erguido no pedestal da vida, compreende a importância do gesto solidário de estender a mão ao seu semelhante, quando a vida o derrubou, ajudando-o a levantar-se, tomando-o como um igual, esse ser conseguiu quebrar as grilhetas do coração e perceber a linguagem da alma do Mundo.
“ Nenhum homem tem o direito de altear-se perante um outro, a não ser para o ajudar a erguer-se. “
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Silêncios Premonitórios
Passados quase dois meses da criação deste blog, o espírito desafiador, que o alicerçou, não esmoreceu.
A escrita sempre fora uma paixão, demasiadas vezes adiada. O acto de passar para o papel as ideias, que germinavam no coração e pululavam no pensamento, necessitou de ganhar segurança e um pouco de coragem por parte de quem, há muito, fazia da leitura um refúgio do rebuliço do final de dia.
A leitura continua a possibilitar momentos de evasão, num tempo exclusivamente só, de reencontro e comunhão do Eu: serão sempre momentos de pura magia, encantamento, inebriação, geradores de conhecimento.
A paixão pela leitura fez crescer, em silêncios premonitórios, o gosto pela escrita.
A escrita sempre fora uma paixão, demasiadas vezes adiada. O acto de passar para o papel as ideias, que germinavam no coração e pululavam no pensamento, necessitou de ganhar segurança e um pouco de coragem por parte de quem, há muito, fazia da leitura um refúgio do rebuliço do final de dia.
A leitura continua a possibilitar momentos de evasão, num tempo exclusivamente só, de reencontro e comunhão do Eu: serão sempre momentos de pura magia, encantamento, inebriação, geradores de conhecimento.
A paixão pela leitura fez crescer, em silêncios premonitórios, o gosto pela escrita.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Homenagem
Na sequência do assunto do post anterior, lembrei-me de alguém que, apesar de estrangeiro, dignificou a côr da camisola que envergava.
Apesar de saber que as vitórias são sempre fruto de um trabalho de e em equipa, não posso deixar de homenagear um jogador que se destacou de todos os outros.
Relembro, com um sorriso nos lábios e um misto de dupla saudade, a disputa do campeonato nacional naquele ano de 1973/1974 em que Hector Casimiro Yazalde, o Chirola, era o motor da equipa, levando todos à sua passagem, como locomotiva desgovernada, tendo contribuindo para as vitórias alcançadas pelo Sporting nesse ano.
O Chirola era um ser humano simples e humilde, marcou 46 golos em 30 jogos e conquistou a Bota de Ouro europeia. Esta faceta demonstra bem a qualidade do jogador e a contribuição que deu para a valorização da equipa Sportinguista.
Em 19 de Maio de 1974, Yazalde estabeleceu um novo recorde europeu de golos batendo o recorde do húngaro Skoblar. Como prémio, recebeu um carro, que vendeu e dividiu o dinheiro com os companheiros de equipa. Gesto de uma nobreza ímpar, pleno de solidariedade e altruísmo.
Ainda recordo Yazalde e as noites de competição europeia, em que já deitada, ligava muito em surdina, o transístor, enfiado debaixo da almofada, não fossem os meus pais ouvir, e ficava muito sossegada a ouvir o relato das façanhas de uma equipa que me foi conquistando aos bocadinhos.
Apesar de saber que as vitórias são sempre fruto de um trabalho de e em equipa, não posso deixar de homenagear um jogador que se destacou de todos os outros.
Relembro, com um sorriso nos lábios e um misto de dupla saudade, a disputa do campeonato nacional naquele ano de 1973/1974 em que Hector Casimiro Yazalde, o Chirola, era o motor da equipa, levando todos à sua passagem, como locomotiva desgovernada, tendo contribuindo para as vitórias alcançadas pelo Sporting nesse ano.
O Chirola era um ser humano simples e humilde, marcou 46 golos em 30 jogos e conquistou a Bota de Ouro europeia. Esta faceta demonstra bem a qualidade do jogador e a contribuição que deu para a valorização da equipa Sportinguista.
Em 19 de Maio de 1974, Yazalde estabeleceu um novo recorde europeu de golos batendo o recorde do húngaro Skoblar. Como prémio, recebeu um carro, que vendeu e dividiu o dinheiro com os companheiros de equipa. Gesto de uma nobreza ímpar, pleno de solidariedade e altruísmo.
Ainda recordo Yazalde e as noites de competição europeia, em que já deitada, ligava muito em surdina, o transístor, enfiado debaixo da almofada, não fossem os meus pais ouvir, e ficava muito sossegada a ouvir o relato das façanhas de uma equipa que me foi conquistando aos bocadinhos.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Emoções
O meu amor ao Sporting é bem conhecido por todos os que comigo privam.
Se me perguntarem desde quando é que o namoro começou, não vos sei dizer ao certo. Lembro-me, nitidamente, teria cerca de onze anos, de ter assumido esta paixão, contrariando a onda vermelha do momento(não tenho nada contra as diferenças).
Assim, já que todos torciam pela equipa da família Accipitridae, decidi, num gesto de solidariedade, tornar-me leoa por inteiro. Esta opção fez de mim uma adepta sofredora (porque ser-se do Sporting é isso mesmo, sofrer, sempre, até ao fim) que sente e partilha, no mais fundo do seu ser, as alegrias, as tristezas, as vitórias, as derrotas de juba ao vento e pronta para a luta!
Hoje vibrei, torci, gritei, pulei, saltei cada vez que a minha equipa marcava um golo. A emoção sentida fez-me reflectir e concluir que, ser-se leoa é um estado de alma, é partilhar a esperança da cor que nos distingue, é apoiar a equipa nas derrotas, festejar as vitórias e acreditar sempre que o novo ano será O Ano!
Ser-se leoa é assumir o gosto, por um desporto eminentemente masculino, de cabeça erguida e orgulho na paixão defendida, contra os olhares esguios de velada censura.
Ser-se leoa é, acima de tudo, perceber os defeitos, aceitar as críticas, rir com as próprias desgraças e não apagar os emails, de humor duvidoso, que os adeptos das equipas adversárias, prontamente, fazem chegar à caixa de correio!
Ser-se Leoa é um desafio permanente e um amor quase inexplicável!
VIVA O MEU SPORTING, SEMPRE!
Se me perguntarem desde quando é que o namoro começou, não vos sei dizer ao certo. Lembro-me, nitidamente, teria cerca de onze anos, de ter assumido esta paixão, contrariando a onda vermelha do momento(não tenho nada contra as diferenças).
Assim, já que todos torciam pela equipa da família Accipitridae, decidi, num gesto de solidariedade, tornar-me leoa por inteiro. Esta opção fez de mim uma adepta sofredora (porque ser-se do Sporting é isso mesmo, sofrer, sempre, até ao fim) que sente e partilha, no mais fundo do seu ser, as alegrias, as tristezas, as vitórias, as derrotas de juba ao vento e pronta para a luta!
Hoje vibrei, torci, gritei, pulei, saltei cada vez que a minha equipa marcava um golo. A emoção sentida fez-me reflectir e concluir que, ser-se leoa é um estado de alma, é partilhar a esperança da cor que nos distingue, é apoiar a equipa nas derrotas, festejar as vitórias e acreditar sempre que o novo ano será O Ano!
Ser-se leoa é assumir o gosto, por um desporto eminentemente masculino, de cabeça erguida e orgulho na paixão defendida, contra os olhares esguios de velada censura.
Ser-se leoa é, acima de tudo, perceber os defeitos, aceitar as críticas, rir com as próprias desgraças e não apagar os emails, de humor duvidoso, que os adeptos das equipas adversárias, prontamente, fazem chegar à caixa de correio!
Ser-se Leoa é um desafio permanente e um amor quase inexplicável!
VIVA O MEU SPORTING, SEMPRE!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
De Novo
De novo!
A minha inspiração teima em não aceder aos apelos insistentes que lhe faço.
Demonstro-lhe, com argumentos válidos, a necessidade que tenho em voltar a escrever. Não me ouve! Recusa a responsabilidade.
Perante a atitude assumida, mergulho no vazio de ideias, naufrago no mar dos temas: nenhum me fascina de modo a tentar o exercício da escrita.
Adio a vontade.
A minha inspiração teima em não aceder aos apelos insistentes que lhe faço.
Demonstro-lhe, com argumentos válidos, a necessidade que tenho em voltar a escrever. Não me ouve! Recusa a responsabilidade.
Perante a atitude assumida, mergulho no vazio de ideias, naufrago no mar dos temas: nenhum me fascina de modo a tentar o exercício da escrita.
Adio a vontade.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Curia
Apesar da beleza que a vida encerra, há momentos que impelem ao isolamento, numa introspecção precisa, solidão procurada.
Estes momentos desempenham papel importante no trilhar de caminhos pessoais, pois ajudam a perceber, a distinguir, a reflectir.
E nesses momentos, de procura interior de respostas, o recurso a ambientes tranquilos, em contacto com a Natureza, torna-se um bálsamo que ajuda a ordenar o emaranhado de premissas.
Situada na região da Bairrada, a Curia, oásis de beleza e tranquilidade, no meio do rebuliço agitado do quotidiano, é o ambiente, por excelência, purificador e clarificador do espírito.
A beleza ímpar que a caracteriza, Natureza de contornos românticos, deve-se à exuberância do verde circundante e à cristalinidade das suas águas.
O parque, aberto ao público, permite o deambular ao acaso, sem pressas, num contacto perfeito com a mãe Natureza.
Transpostos os largos portões de ferro, que dão acesso à imensidão paradisíaca de um espaço único, é-se invadido por uma onda de sensações que percorrem todo o ser: o cheiro da terra e das árvores, a calma encerrada nas águas do lago, ladeado de recantos misteriosos, o fascínio das cores envolventes, o som do silêncio, entrecortado pelo chilreio dos pássaros.
Um conjunto harmonioso e belo de tanta simplicidade.
A Curia com o seu parque, permitem o reencontro pessoal e individual, catalisador de energias, em momentos, necessariamente sós, de procura e pacificação do Eu.
Estes momentos desempenham papel importante no trilhar de caminhos pessoais, pois ajudam a perceber, a distinguir, a reflectir.
E nesses momentos, de procura interior de respostas, o recurso a ambientes tranquilos, em contacto com a Natureza, torna-se um bálsamo que ajuda a ordenar o emaranhado de premissas.
Situada na região da Bairrada, a Curia, oásis de beleza e tranquilidade, no meio do rebuliço agitado do quotidiano, é o ambiente, por excelência, purificador e clarificador do espírito.
A beleza ímpar que a caracteriza, Natureza de contornos românticos, deve-se à exuberância do verde circundante e à cristalinidade das suas águas.
O parque, aberto ao público, permite o deambular ao acaso, sem pressas, num contacto perfeito com a mãe Natureza.
Transpostos os largos portões de ferro, que dão acesso à imensidão paradisíaca de um espaço único, é-se invadido por uma onda de sensações que percorrem todo o ser: o cheiro da terra e das árvores, a calma encerrada nas águas do lago, ladeado de recantos misteriosos, o fascínio das cores envolventes, o som do silêncio, entrecortado pelo chilreio dos pássaros.
Um conjunto harmonioso e belo de tanta simplicidade.
A Curia com o seu parque, permitem o reencontro pessoal e individual, catalisador de energias, em momentos, necessariamente sós, de procura e pacificação do Eu.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Hino à Amizade
Dizes que o dia nasce, em rituais já gastos, de tanto teimarmos em usá-los.
Reafirmas, num lamento sentido, a falta de coragem em mudarmos rumos, trilharmos novos caminhos, enfrentarmos desafios com a força do querer e, chegarmos ao final, com a certeza que valeu a pena, mesmo que não tenhamos conseguido.
Apelas, de um modo simples e singelo, à coragem da mudança, à inutilidade de decisões adiadas, à importância da caminhada em busca do que desejamos, do que pretendemos, do que precisamos para sermos, simplesmente, felizes.
A ansiedade, que encerras nas ideias, irrompe em gritos de palavras, na urgência do tempo que se escoa.
Desafias a acção na concretização de sonhos a alcançar, ideais a defender.
Percebemo-nos no diálogo do silêncio que estabelecemos.
E a amizade, também, é isso mesmo!
Citando alguém que ambas tão bem conhecemos(sorrindo de saudade com a lembrança):
- «És única!»
Reafirmas, num lamento sentido, a falta de coragem em mudarmos rumos, trilharmos novos caminhos, enfrentarmos desafios com a força do querer e, chegarmos ao final, com a certeza que valeu a pena, mesmo que não tenhamos conseguido.
Apelas, de um modo simples e singelo, à coragem da mudança, à inutilidade de decisões adiadas, à importância da caminhada em busca do que desejamos, do que pretendemos, do que precisamos para sermos, simplesmente, felizes.
A ansiedade, que encerras nas ideias, irrompe em gritos de palavras, na urgência do tempo que se escoa.
Desafias a acção na concretização de sonhos a alcançar, ideais a defender.
Percebemo-nos no diálogo do silêncio que estabelecemos.
E a amizade, também, é isso mesmo!
Citando alguém que ambas tão bem conhecemos(sorrindo de saudade com a lembrança):
- «És única!»
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Puzzle de Palavras
Hoje apeteceu-me brincar com as palavras! Desenhar esboços de letras, em sílabas encaixadas num puzzle de significados.
Servi-me do alfabeto: vogais, consoantes, esculpi-o em forma de signos!
As palavras guerra, dor, sofrimento, declarei-as erro ortográfico!
Interditei a formação das suas áreas vocabulares!
Os antónimos de belo, paz e amor, retirei-os do dicionário!
Defendi a sinonímia da alegria e da amizade! Completamente, totalmente, escrupulosamente, com certezas adverbiais.
Exausta da traquinice ortográfica, terminei a brincadeira, redigindo a semântica num esguio ponto de exclamação.
Ah! Oh! ,reajo, ao reler o texto, numa explosão de interjeições!
Servi-me do alfabeto: vogais, consoantes, esculpi-o em forma de signos!
As palavras guerra, dor, sofrimento, declarei-as erro ortográfico!
Interditei a formação das suas áreas vocabulares!
Os antónimos de belo, paz e amor, retirei-os do dicionário!
Defendi a sinonímia da alegria e da amizade! Completamente, totalmente, escrupulosamente, com certezas adverbiais.
Exausta da traquinice ortográfica, terminei a brincadeira, redigindo a semântica num esguio ponto de exclamação.
Ah! Oh! ,reajo, ao reler o texto, numa explosão de interjeições!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Um Sorriso
A interrupção de Carnaval terminou.
Esta pausa de três dias, no calendário escolar, foi óptima para retemperar forças e recarregar energias.
O regresso ao local de trabalho implica, nuns casos, uma continuidade, noutros, um iniciar de percursos que desafiam e põem à prova a arte, o engenho, a partilha e a solidariedade.
Se um sorriso aflorar em cada gesto, em cada entrega, o caminho a percorrer não custará tanto e os desafios colocados serão superados.
Um sorriso!
Esta pausa de três dias, no calendário escolar, foi óptima para retemperar forças e recarregar energias.
O regresso ao local de trabalho implica, nuns casos, uma continuidade, noutros, um iniciar de percursos que desafiam e põem à prova a arte, o engenho, a partilha e a solidariedade.
Se um sorriso aflorar em cada gesto, em cada entrega, o caminho a percorrer não custará tanto e os desafios colocados serão superados.
Um sorriso!
Bocadinhos de sonhos meus...

Fernando Pessoa era um génio, ele conseguia, com uma facilidade
desconcertante, dar forma aos pensamentos, transmitir ideias, pois teve a arte suficiente para, realmente, sonhar os seus próprios sonhos e dá-los a conhecer, com uma simplicidade estonteante, em poesia e prosa.
Enquanto não consigo sonhar os meus próprios sonhos (será que alguma vez o conseguirei?) recorro à leitura dos sonhos de outros.
Não são meus, sem dúvida, mas encontro neles, muitas vezes,bocadinhos de sonhos meus!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Silêncios
O reflexo do silêncio espalha-se, inundando palavras mudas, em vagas sucessivas de marés sem sentido.
O silêncio espraia-se no som do seu eco, banhando, com águas revoltas, a incompreensão do saber em reflexões afundadas no sentir.
As não palavras agitadas, espumam do pensamento: são como ondas rebeldes, numa praia de emoções, sob um pôr-do-sol do querer. A luz, emanada dos seus raios, torna-se ténue, difusa, como farol apagado no meio de tempestade.
Os uivos do pensamento soltam-se em vendavais de desilusão, agigantam-se em ondas de silêncio, desfazendo castelos de sonhos, nas dunas do sentir, num combate entre a terra e o mar.
O silêncio, trazido pelo equinócio do nada, compõe, em semi- breves de tempo, claves de solidão em partituras de vida, diálogos mudos em legendas não percebidas.
O silêncio espraia-se no som do seu eco, banhando, com águas revoltas, a incompreensão do saber em reflexões afundadas no sentir.
As não palavras agitadas, espumam do pensamento: são como ondas rebeldes, numa praia de emoções, sob um pôr-do-sol do querer. A luz, emanada dos seus raios, torna-se ténue, difusa, como farol apagado no meio de tempestade.
Os uivos do pensamento soltam-se em vendavais de desilusão, agigantam-se em ondas de silêncio, desfazendo castelos de sonhos, nas dunas do sentir, num combate entre a terra e o mar.
O silêncio, trazido pelo equinócio do nada, compõe, em semi- breves de tempo, claves de solidão em partituras de vida, diálogos mudos em legendas não percebidas.
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