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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aconchego

O som melódico e calmo, das músicas escutadas, acompanhou-me neste final de dia repleto de luminosidade.
O sol, cansado de tanto brilhar, aconchega-se no abraço da lua que, envergonhadamente, espreita o horizonte numa harmonia natural.
O céu matiza-se de cores alaranjadas por um pôr-do-sol soberbo, anunciando a chegada do crepúsculo.
A beleza tranquila de um final de tarde ameno contagia o espírito na paz que se deseja.
A Natureza silencia-se nos braços da noite.
Adormece!

sábado, 15 de maio de 2010

Pausa

Quando o pensamento se distrai em rasgos de memória, acompanhado pelo olhar que se distancia do imediato e os sons circundantes cessam os seus murmúrios, interpreto os sinais emanados do corpo e obrigo-me a uma pausa no trabalho: retorno ao espaço que me envolve, perscruto o barulho sincopado dos carros que circulam lá fora. De repente, apercebo-me de como o céu se pintou de tons acinzentados, preste a chorar pelo sol que partira.
Contemplo o ritmo da vida, por entre as amplas vidraças debruçadas para o exterior e distraio-me com os pequenos pormenores que se sucedem enquanto o pensamento se solta, rodopiando ao sabor do vento forte que se levantara.
O som estridente de um telemóvel, que se faz ouvir ao longe, relembra-me da necessidade de regressar ao trabalho!
Recomeço...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Carta aberta a José Sócrates

Ex-mo Senhor Primeiro-Ministro
Engº José Sócrates:

Como cidadã, que sempre procurou cumprir com os seus deveres cívicos, em prol dos interesses do nosso país, dirijo a V. Ex.ª esta missiva após ter escutado, com a máxima atenção, a comunicação que dirigiu ao país, logo a seguir ao final da reunião do Conselho de Ministros extraordinária de hoje, na qual se discutiram as medidas extraordinárias a incluir no PEC.
Pelo que entendi - confesso que percebo pouco de economia política - foi necessário alterar o teor do documento inicial, uma vez que as propostas aí inscritas manifestaram-se insuficientes para o combate à redução do deficit e da consolidação orçamental de que a economia portuguesa tanto necessita.
Como referi, no acima citado, pouco percebo de economia política e o que sei advém-me de um mero conhecimento empírico que deriva da necessidade de ter de gerir as economias mensais de uma família. Neste aspecto assemelho-me a tantos milhares de portugueses que se encontram na mesma situação.
A minha consciência, associada à responsabilidade para com o meu país, faz-me entender a necessidade de tomada de decisões, opções político-económicas, que pretendam evitar o descalabro ocorrido na Grécia e garantir que Portugal consiga transmitir, para o exterior, uma segurança e uma firmeza, nas decisões tomadas, que sejam indiscutíveis aos olhos dos mercados internacionais. Dito de outro modo, para continuarmos a dar credibilidade e confiança na nossa economia para que possamos continuar a beneficiar dos apoios económicos e dos empréstimos que a suportam.
Somos um país dependente do exterior, por não produzimos o necessário de que necessitamos e, por isso, vemo-nos obrigados a comprar fora o que dentro não temos, isto é, de modo a suprir as faltas existentes.
As nossas indústrias fecham, a agricultura anda pelas ruas da amargura, as pessoas vêem-se, de um momento para o outro, sem trabalho e sem recursos económicos para poderem sobreviver face às obrigações mensais a que estão sujeitas, recorrentes da saúde, educação e cuidados básicos de que necessitam. Os sacrifícios pedidos aos portugueses deverão, para muitos, assemelharem-se a insultos, tendo em conta a situação precária em que já vivem. Basta haver um aumento do IVA e todos os portugueses passarão a pagar mais caro produtos e serviços, muitos deles essenciais. A medida afectará todos, independentemente do patamar económico em que se encontrem.
Ouvindo-o, com toda a atenção e preocupação, percebi que com estas medidas, agora introduzidas, V. Ex.ª pretende, ainda este ano, baixar em dois pontos percentuais, de 9,3 para 7,3, o deficit existente. Para alcançar tal objectivo irá diminuir as despesas do Estado (!!!) e aumentar as receitas. Recordo que num passado não muito longínquo, esta solução fora já tomada, sem resultados que se notassem.
Como chefe do governo a que preside, e escolhido para estar à frente dos desígnios deste país, compete a V. Ex.ª tomar as decisões que aprouver, colocando acima de todos os demais os interesses nacionais.
Sou portuguesa, cidadã que sempre pagou os seus impostos, funcionária pública que teve a progressão na carreira congelada desde 2005, e, por isso, sinto-me à vontade para dirigir a V. Ex.ª esta missiva.
O esforço que fiz, tal como muitos outros na minha situação não resultou, repito, uma vez que a situação se agravou. Sei que responderá “o contexto internacional alterou-se nos últimos tempos e despoletou uma bola de neve quase incontrolável, da qual o governo não tem culpa, nem poderia adivinhar”. O certo é que a constatação de tal facto entristece-me e desmotiva-me, pois sinto que o que me foi imposto não contribuiu para a solução do problema.
Senhor Primeiro-Ministro, Engº José Sócrates, ao terminar, agradecia-lhe que não se esquecesse que Portugal somos todos nós, cada qual com as suas funções e cargos, mas todos com os mesmos direitos e deveres, já que vivemos num regime democrático.
Não seria a altura do exemplo do que nos pedem começar a vir de cima para que possamos voltar a acreditar nas boas intenções dos nossos governantes e dos que ocupam cargos públicos e políticos de gerência e direcção? É que pedir sacrifícios e depois verificarmos que quem mais pode continua a não contribuir, proporcionalmente, como os outros portugueses, leva-nos a questionar sobre a veracidade da democracia em que vivemos e da pertinência do que nos pedem.
Terminando de um modo semelhante ao de um passado longínquo, mas sem qualquer intuito revivalista de regresso ao mesmo, despeço-me, acreditando que ainda há esperança para o meu país: O Portugal que deu novos mundos ao Mundo!
A bem da Nação!
Uma cidadã preocupada.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Reflexões de um final de dia...

A noite cai na sua imensidão de silêncios e vazios por preencher. O corpo, cansado do desgaste intenso do dia, grita pelo descanso merecido.
O espírito, desiludido pela conduta de quem exerce e pode, silencia-se na incompreensão das escolhas feitas, das decisões tomadas.
Com o início da madrugada, a percepção das opções clarifica-se, torna-se límpida na sua interpretação. As palavras perdem o sentido,esvaziam-se da veracidade que encerram, traídas pelo espelho da alma que reflecte a imagem verdadeira da pessoa: o olhar.
A tranquilidade da consciência nas intenções que a norteiam, a necessidade de descansar o lado mais físico, que nos forma, no ser que se É, são a fonte regeneradora que sacia a sede de um final de dia, no qual se redescobriu uma das verdades da vida: o Homen é um ser político. Nuns essa faceta está mais vincada, noutros mais ténue, mas em ambos os casos, essa característica, própria da espécie, origina bons e maus detentores e executores do poder: há os que se limitam a exercê-lo, deixando-se inebriar com a aparente força que ele propicia e os que nascem, naturalmente, líderes!
Entre esta pequena, grande, diferença tudo é plausível de acontecer!
(demasiado cansada, quase a dormir, com a capacidade de raciocínio a esgotar-se e estonteada de sono, termino este breve pensamento em forma de reflexão.)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O valor da vitória

Assim como na semana passada dediquei o meu post ao adiar de um sonho, que para muitos seria impensável, hoje não poderia deixar de retomar o assunto para, na hora da consagração, dirigir uma palavra de saudação aos vencedores e seus adeptos e recordar-lhes uma máxima que o “guerreiro vitorioso” e seus apoiantes deverão ter sempre presente: a alegria da vitória não poderá fazer esquecer, nunca, que o valor da mesma baseia-se na verdadeira dignidade, espírito e garra de vencedor demonstrada no respeito pelo adversário, revelando tal atitude uma integridade e verticalidade de carácter, própria de quem tem alma de campeão e é um vencedor no seu Todo.Quando a maior parte dos adeptos e os dirigentes entenderem esta ideia tão nobre, então sim a consagração como campeão,far-se-á!
Antes de terminar, os meus parabéns para todas as outras equipas e em especial para o Sporting de Braga, que contribuiu para que o campeonato tivesse o seu desfecho decisivo apenas na última jornada, obtendo um honroso 2º lugar.
Parabéns a todas as equipas vencedoras!As que o foram por mérito próprio e as outras!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Noite

À noite, quando a vida parece adormecer, cansada da agitação do dia, e o silêncio invade o espaço, inspiro a aparente ausência do barulho e aguço a capacidade de perscrutar os pequenos sons, alguns quase inaudíveis, de tão subtis que são.
O restolhar das folhas das árvores, que se agitam em movimentos ritmados, embalados pela vontade do vento, torna-se perceptível no meio do silêncio da madrugada, perturbando a concentração alcançada na calma que se sentia.
À noite, quando o tempo, em traquinices constantes, movimenta os ponteiros do relógio, marcando, em ínfimas fracções, a sua passagem, o silêncio invade o todo e a reflexão acontece.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Festa Adiada

Quando grande parte dos adeptos de um certo clube futebolístico acreditava que iria festejar a consagração do seu clube, como campeão nacional, da presente época, nesta penúltima jornada, na casa daquele que, durante todo o campeonato, foi visto como o "inimigo" principal, com todos os incidentes que rodearam o primeiro jogo entre ambos, com as agressões e os castigos inflingidos que, sem dúvida, alteraram o rumo dos acontecimentos de uma das equipas, pois ficou desfalcada de uma peça crucial no onze habitual, eis que o quase impensável acontece. Dos dois resultados possíveis, que permitiriam a festa pensada, organizada e à espera para acontecer, o único que não interessava, foi o que veio a acontecer. E a almejada festa, com gostinho especial, lá teve de ser adiada por mais uma semana.
Como dizia alguém : " É a vida..."
Pois é, a vida tem destes imprevistos que nos trocam as voltas e quando, tudo parece encaminhar-se numa certa direcção, os ventos sopram em direcção contrária e o destino, que desejáramos alcançar, é adiado por mais uma semana... meses, tempo inderteminado, nalgums casos.
Irónico, irónico mesmo, era, na última jornada, por motivos imprevistos, conjugados entre si, a festa não viesse a acontecer lá para as bandas da mouraria e os foguetes e efusões de felicidade fossem transferidos para a linda cidade de Braga.
Quem sabe se o Bom Jeus, o de Braga, não resolve interceder e o milagre acontece?
(confesso que esta ideia não passa de uma divagaçao de início de madrugada, com a influência do sono a chegar, mas que tal ideia embala-me o pensamento e revitaliza-me o sono, para uma noite tranquila, isso eu confesso!)
Viva o Porto, Viva o Braga!
Acredito em milagres!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cumplicidades de mim

A serenidade da noite é cúmplice do sentir que me invade.
A paz, desenhada na tranquilidade, inunda-me o ser e reflecte-se na noite. Com ela elevo-me, agiganto-me em sensações renovadas: sou a calmaria da bonança; sou um fio de água tranquilo no seu percurso para o mar; sou as cores quentes e intensas de uma pintura abstracta, que se desvenda no mistério do sentido escondido, das interpretações possíveis.
No final da noite, sou apenas eu, no todo que me forma, envolta na paz interior de diálogos silenciosos, sem ambiguidades, na harmonia alcançada pela fusão completa de espírito e de matéria.
No final da noite, entrego-me às memórias doces que me transmitem calma, paz, tranquilidade em cumplicidades de mim.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ritual

Hoje, de novo, vou-me entregar à dança, libertar o espírito e sentir essa sensação única, de leveza de alma, ao ritmo do movimento do corpo, do fluir das sensações e da criação espontânea!
No final do dia, encontro, na dança,a sensação de paz que me percorre o todo.
Quando a noite chega e a aula começa,parto na viagem, à descoberta interior de mim: transfiguro-me, transformo-me, reencontro-me e flutuo, pairo, vôo, contagiada pela magia que a música me inspira.
Esqueço, por momentos, os obstáculos da vida e recupero a intensidade da força e da vontade, bebida na dança, fonte de energia!
Regresso renascida, reforçada no espírito da alma apaziguada!
Cumpriu-se o ritual!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Passagem

(Quando num final de dia o cansaço invade todo o ser, a inspiração perde-se, a escrita ressente-se e o texto quase não acontece...)

Entre o nada e o tudo há uma passagem difícil no caminho a percorrer, obstáculos bem sofridos e um desafio a vencer!
Entre o nada e o tudo há uma vontade a crescer, na certeza do querer, pela força de um ser! Há um sorriso na esperança e a firmeza em vingar o sonho imaginado, o desejo só pensado e a coragem para fazer a vida acontecer!
Entre o nada e o tudo há um hiato de vida, por vazios preenchido, fragmentos desencontrados, num tempo desperdiçado!
Entre o nada e o tudo há o querer do presente e um futuro a construir!

domingo, 25 de abril de 2010

Triologia

No feriado que comemora a passagem de mais um ano da Revolução de Abril de 1974, o assunto do post de hoje teria, quase obrigatoriamente, de subordinar-se ao tema “A Liberdade”.
Até porque, no decorrer do fim-de-semana, este conceito, directa ou indirectamente, esteve sempre presente de um modo muito premente.
Escolhido o assunto, restava-me dissertar sobre o mesmo.
Recostei-me na cadeira, observei a vida que decorria lá fora, num final de tarde ameno, com fragrâncias intensas a cheirar a Verão e esquematizei o pensamento, de modo a dar forma às ideias.
Liberdade, livre arbítrio e responsabilidade: três conceitos impossíveis de dissociar.
Liberdade de modo a podermos optar por determinados caminhos, escolhas, trajectos, com a consciência plena que qualquer que seja a escolha, esta implicará, sempre, a responsabilidade das decisões tomadas.
Livre arbítrio, pois só com ele poderá haver responsabilização pelos actos praticados e pelas opções tomadas.
Responsabilidade, sinónimo de crescimento interior, sazonamento da personalidade e maturidade do Ser.
Se cada ser humano gerir a sua vida, com base nestes três conceitos, a sociedade crescerá, enriquecer-se-á e abrir-se-á ao Outro.
E a bestialidade primordial, inerente à espécie, tenderá a diluir-se, mais rapidamente, no polimento secular do tempo.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cumplicidades

"Neste Dia Mundial do Livro, homenageio, em forma de texto, todos os livros que me permitiram ser o que sou, o que sei e o que dou!"



Procurei-te na dúvida do que queria. Não tinhas forma nem conteúdo! Entre vários, eras, apenas, uma mera possibilidade, ainda não tornada verdade.
Procurei-te, na ânsia do desejo. Intuía a certeza que me pertencerias. Aguardavas a posse real do acto num abandono permitido.
Pertencíamo-nos, antes de nos encontrarmos.
Desconhecendo-te, abri-te, explorei cada recanto do teu mundo, em páginas folheadas, na procura do saber, em forma de palavras. Partilhaste-te na riqueza da entrega.
E a cumplicidade fez-se, envolta em cenários imaginários, vidas desnudadas, histórias desvirginadas, ao sabor das palavras, desenhadas pela mão do artista.
Juntos, vivemos fragmentos de tempo não contados, em encontros procurados, em prazeres sentidos.
Em suaves gestos, abri-te, acariciei cada página tua, afundei-me na profundeza das palavras, na beleza escultural das frases, na sequência das ideias, tornadas texto pela mão de um escritor.
Desde cedo, partilhámo-nos numa entrega a dois: desejada, procurada, consentida.
Abriste-me mundos desconhecidos, ensinaste-me lições não sabidas, cativaste-me!
Eu, apenas, escolhi-te, possui-te, li-te!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pequenos Nadas

" A vida é feita de pequenos nadas, a vida é feita de pequenos nadas" afirma Sérgio Godinho numa das suas inúmeras canções.
Na verdade a vida é uma sucessão de pequenos nadas que,por o serem, originam grandes todos.
Os pequenos nadas da vida assemelham-se aos minúsculos grãos de areia de uma imensa praia que, isolados, não têm importância, mas juntamente com os demais, permitem a formação de um vasto areal de beleza ímpar.
A (des)importância, sucessiva, aos ínfimos e minúsculos grãos de areia da vida origina, frequentemente,intempéries formadas por marés vivas e tempestades que varrem o areal,tragado pelas ondas galgantes do mar.
Com o fim da tempestade,o turbilhão das águas revoltas amansa e regressa a calmaria. A praia desnuda os estragos sofridos na alma: continua imensa e aprazível, apesar de parte dos seus ínfimos e minúsculos grãos de areia terem sido engolidos pelo mar.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Mentalidades

No telejornal de hoje, da estação televisiva SIC, a dada altura, o repórter questionava o público se sabia qual o país mais feliz do mundo, ou, dito de uma maneira mais correcta, qual seria o país com o nível de vida mais elevado e com o maior grau de satisfação por parte dos seus habitantes. A resposta não demorou muito. Um país do Norte da Europa, a Dinamarca.
Aqui, o Estado proporciona aos indivíduos um nível de vida, do mais elevado que existe,em termos de apoios económicos e sociais, qualquer que seja a etapa de vida em que se encontrem.
As imagens passadas testemunhavam o dia-a-dia de um povo que, há muito, percebeu a importância da consciência social para o bem comum, alicerçada na responsabilidade de cada um para o uno social. As intervenções de todos os que acederam a participar na reportagem, foram o exemplo da mentalidade de um povo, consciente, maduro, e socialmente adulto.
A comparação com o nosso país foi inevitável, constante, à medida que as imagens iam passando e as informações eram veiculadas.
Desde boas condições de trabalho até apoios sociais vários, qualquer que seja o nível etário do indivíduo, nada é descurado.
Como é que a Dinamarca consegue, então, tal feito? Alcança-o devido a uma questão de mentalidade do seu povo. Os dinamarqueses não se importam de ser o país em que se cobra os mais elevados impostos da Europa, pois sabem que esse dinheiro vai contribuir para o bem-estar de todos . Têm consciência de que o Estado gere o dinheiro público com o objectivo único de contribuir para o desenvolvimento do tecido social. Na Dinamarca ninguém foge aos impostos e todos os que recebem subsídios, vêm essa situação como transitória, pois sentem vergonha de estarem a ser “governados” pelos que trabalham. Na Dinamarca, não se recusa emprego, trabalha-se! Na Dinamarca não há mordomias para os poderosos, quaisquer que eles sejam . Na Dinamarca “faces ocultas”, “Freeport” “ Independentes” e casos semelhantes não existem, são impensáveis, porque é uma questão de mentalidade de um povo!
Será que algum dia a situação descrita poderá concretizar-se em Portugal?
Apesar de optimista por natureza, duvido muito e mais uma vez relembro uma das frases proferidas, na faculdade, por um grande mestre, Vitorino Magalhães Godinho. Dizia ele que, numa sociedade, o que demorava mais tempo a evoluir, transformando-se, eram as mentalidades
Desde 1143, que a areia desliza na ampulheta, numa contagem decrescente do tempo!
Haja esperança!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Contraste



O aparecimento, em pedacitos do céu, de nuvens a pairar no horizonte, encobrindo a alegria e a vivacidade despontada por um Sol luminoso e radiante, de modo algum implica a profecia de uma tempestade que se avizinha.
A paisagem sombria e escura que se visualiza, num primeiro olhar, de imediato, cede lugar a um espaço repleto de luz e cor, pronúncio de um tempo aprazível e delicioso que se necessita.
Quase perdido, na distância que o aparta, não é uma miragem, antes um oásis que sacia o olhar de quem agarra a esperança.