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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sexta-Feira

Sexta-feira, fim de um dia de trabalho, de volta para casa, envolta numa sensação de leveza, de paz interior, de reencontro com o meu eu verdadeiro, enebriada pela perspectiva de dois dias de descanso, a antevisão do nada fazer, apenas descansar a alma, o corpo, a mente.
Sexta-feira,fim de um dia de trabalho, meto-me no carro, música ligada e deixo-me embalar pelo som que brota do rádio. Lá fora a chuva teima em cair, pling, pling, numa sinfonia da Natureza. As gotas de água jorram do alto, num ritmo compassado, misturando-se com o verde e a terra, nesta paisagem rural, envolta por pinhais, num lugar recôndido, resguardado da pressa e das certezas da civilização.
Sexta-feira, fim de um dia de trabalho, com a certeza do nada saber, do tudo possível, e do muito querer.
Sexta-feira, fim de um dia de trabalho, a pacatez desejada e, numa pequena fracção de tempo, a certeza de que tudo é efémero, nada é seguro e que a vida acontece, desenrola-se, manietando-nos como tontas marionetas, presas eternamente ao fio que lhes dá a vida.
Sexta-feira, fim de um dia de trabalho que, repentinamente, explode em contornos frios, sombrios, quase trágicos!
Sexta-feira, fim de um dia de trabalho, que poderia ter sido o início de um fim de tudo, e a redescoberta da importância de nos darmos aos outros, perpetuando a valorização no relacionamento humano.
Sexta-feira, final de um dia de trabalho,e, gravado na memória, fica a imagem de dois semblante distintos: num, um olhar amedrontado, de ser encurralado pelas incongruências da vida, noutro, a magia irradeada do olhar de uma criança, sôfrega de atenção, dedicação, amor,ambos envolvidos num abraço de solidariedade, partilha, entrega.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A Bela Dama e o Pássaro

A Bela Dama passava os seus dias sem nada que a entusiasmasse. Era uma Bela Dama igual a tantas outras belas damas que passavam os seus dias sempre iguais, numa cansativa monotonia.
A Bela Dama sonhava um dia conseguir fazer que os seus dias se abrissem de novo ao Dia, tão diferente dos outros dias pequenos e insignificantes.
O Pássaro passava os seus dias empoleirado no ramo de uma árvore, fazendo dela o seu Mundo.
Era um mundo pequeno, mas aconchegante, tranquilo e acolhedor. Mas o Pássaro sentia que havia outros mundos para descobrir, outros mundos que o aguardavam, tivesse ele coragem para levantar vôo.
Certo dia, desses pequeninos e insignificantes, que se repetem numa teimosa sucessão do tempo, a Bela Dama reparou na frondosa árvore que se erguia mesmo em frente a seus olhos. Olhou, num olhar atento, e reparou num pequeno pássaro que, pousado num dos seus ramos, chilreava, tristemente, melodias repletas de dor, saudade e desesperança, como se o seu chilrear fosse um grito de revolta, um grito de anseio, uma procura do que ainda não encontrara, mas sabia existir, pressentia estar tão perto.
O Pássaro, saltitando de ramo em ramo, foi pousar no mais alto da árvore e reparou na Bela Dama, no seu olhar meigo, triste, nos seus modos graciosos e sentiu uma alegria crescente, inebriante a invadi-lo, como se de repente, todas as minúsculas folhas do seu refúgio, desabrochassem, enfeitando os braços esguios e rugosos da frondosa árvore.
À Bela Dama, não foi indiferente a reacção do Pássaro. Ao Pássaro, o enlevo do olhar, com que a Bela Dama o envolveu, desde logo fez nascer nele o sonho de voar bem alto, de atingir limites nunca antes alcançados.
Desde então, a Bela Dama e o Pássaro, numa cumplicidade não falada, mas pressentida, roubavam ao Tempo minúsculos fragmentos que transformavam em momentos de partilha, deslumbramento, momentos mágicos, únicos que lhes permitiam acreditar, sonhar…
A Bela Dama mostrara ao Pássaro que podia, sem medos, aventurar-se em novos desafios feitos coragem, sem limites, sem fronteiras, bastava acreditar nas suas capacidades, no seu querer, bastava fazer acontecer e voar bem alto!
O Pássaro ensinara à Bela Dama que os seus dias se podiam abrir ao Dia.
E desde então, a Bela Dama e o Pássaro, cada qual no seu pequeno mundo, partilhavam um pouco de si, numa dádiva ao outro, que lhes permitiam viver o Dia e o Voar bem alto.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

As Raízes de Um Povo

Sou uma ouvinte assídua de rádio. Quer em casa quer no carro sintonizo, quase sempre, a Antena 1.
Esta opção pela rádio prende-se com a característica da mesma: pode ser ouvida em qualquer lugar e não obriga a pessoa a ficar parada em frente a ela, impossibilitando-a de fazer as suas obrigações.
E como ouvinte assídua que sou, posso afirmar que as nossas estações de rádio esquecem-se de bons compositores que existiram e outros que existem, remetendo para o silêncio, músicas, que pela mensagem em forma de letra, associada a belas melodias, fizeram delas êxitos intemporais.
Poderia citar, entre muitos, nomes como Adriano Correia de Oliveira, Hugo Maia de Loureiro, Sérgio Borges , Tonicha, cantores que deram voz a grandes sucessos, lembrados no tempo, devido à qualidade que os caracterizavam.
No youtube há sempre a possibilidade de rever as músicas que são do nosso agrado, mas que caíram no esquecimento.
E, navegando eu pelo youtube, de vídeo em vídeo, acabei por me fixar num cantor, que já há muito tempo não ouço e possui uma voz potente, forte, segura, daquelas que, uma vez ouvidas, nunca mais se esquecem. Refiro-me a Pedro Barroso, cantor trovador, compositor.
As suas canções, belas, profundas, de e com qualidade, fazem-me sentir bem, dão-me paz,transportam-me numa viagem interior em que o pensamento voa de encontro a um passado comum, às raízes de um povo, independentemente do tema cantado.
Pedro Barroso é sem dúvida um senhor da música portuguesa como muitos outros o foram.
Para bem da qualidade e do que é genuinamente português, no campo musical, é importante que cantores e compositores, com estas características, não caiam no esquecimento e sejam divulgados às gerações mais novas.
São elas que, no futuro, darão continuidade às nossas raízes como povo.


Poema sem título

Numa tela, desenhados
Pela mão de um artista,
Corpos, de gente, deformados
Num cenário surrealista.

Numa tela desenhados
Pela mão de um pintor,
Corpos, de gente, imaginados,
Numa expressão de horror.

Numa tela desenhados,
Pelo querer de um pintor,
Os seres nela retratados
São imagens feitas dor.


Corpos contorcidos,
Traços delineados,
Vidas (des) vividas,
Em segredos bem guardados.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Era uma vez...

Era uma vez...
Não era assim que começavam todas as histórias da nossa infância? Era uma vez... e extasiados ficávamos muito silenciosos à espera de saber se era uma triste, mas bela princesa que procurava o seu príncipe, transformado num qualquer animal por uma bruxa feia, com enormes borbulhas e afiadas unhas, riso agudo e estridente, fazendo prever, com antecedência, a eminência de pérfidas e malévolas acções ou se era o lindo e belo príncipe, jovem, senhor de um enorme reino, próspero e muito bem governado, que ansiava pela sua bela amada, que naquela altura da história, não era mais que uma pobre menina, mal tratada sempre a trabalhar, sem quaisquer perspectivas de um futuro risonho. Mas, qualquer que fosse a direcção que o enredo tomasse, continuávamos extasiados, presos pelas palavras, suspensos da acção, narrada geralmente por um avô ou avó, que tinha o condão de nos fazer sonhar, viajar por terras longínquas, explorar territórios bravios e inóspitos, contactar com seres nunca vistos. E a magia tomava conta de nós, como que saída da história, vinha encher os nossos pensamentos, as nossas memórias.
Eram momentos mágicos, sem dúvida, e que ainda hoje me lembro.
Era um espaço de reencontro de gerações.
Eram momentos que se perderam, mas que eu tive a sorte, como muitos da minha geração, de os ter vivido.
Era uma vez…

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010




Gosto de animais, sempre gostei!

Os meus pais tiveram o bom senso de nos fazer conviver com animais domésticos e mostrar-nos que são seres dos quais não se deve ter medo.

A paixão por gatos vem da minha infância. Desde menina que me lembro de uns quantos gatos e dois cães no quintal da casa.

Gostando de todos os animais, uns mais que outros, os gatos são aqueles que me fascinam e com os quais me identifico melhor.

A independência de um gato, a sua personalidade, o seu ar altivo e belo, mas também a sua meiguice, a sua fidelidade única ao dono, que o faz, ao contrário do cão, reconhecer um único dono, conquistaram para sempre o meu coração e fizeram com que fosse o meu animal preferido.
E porque gosto muito de gatos, sempre fiz deles os meus animais de estimação escolhidos.

Muitos foram os quatro patas felinos que adoptei, uns rafeiros, outros de raça. Foram eles que, muitas vezes, naquelas situações da vida em que tudo parece descontrolado e que somos apanhados de surpresa, como se um tapete tivesse sido puxado debaixo dos pés, foram eles, dizia eu, que me apoairam, ou em quem eu me apoiei, foram eles que me fizeram companhia, foram eles que me ouviram, quando não tinha com quem falar, foram eles que partilharam comigo silêncios, novos lugares, sítios desconhecidos, foram eles, os meus melhores amigos, quando tudo parecia estar virado do avesso, quando me sentia perdida. Foram eles.

Assim, como não podia deixar de ser, tenho um gato como animal de estimação. Fofo é o seu nome próprio, mas também chamado espanador, devido à beleza da sua cauda felpuda e enorme ou então bigodaças pois é detentor de uns farfalhudos e compridos bigodes. Pensam que por lhe trocar os nomes, o safado não vem ao chamamento? enganam-se! estou convencida que ele viria a qualquer chamamento, pois é a entoação da voz, os tons melódicos que o fazem vir à ordem de chamada.

O Fofo é um gato com 12 anos. É um rafeiro, mas de uma beleza ímpar: pêlo branco, matizado de um castanho muito claro, senhor de uma cauda abundantemente adornada de um pêlo longo, de olhos azuis e muito esperto e inteligente. Mais meigo que ele não há. Já velhote, gosta muito de brincar e está sempre pronto para uma boa sesta ao calor do solinho.

O Fofo foi sem dúvida um gato com muita sorte. Filho de uma gata rafeira, de rua, trouxe-o lá de fora, com a missão de o domesticar ,para ser entregue a alguém, que o vendo fugido por entre os carros, gostou do bichano e quis ficar com ele.

Veio para ser domesticado e ficou!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


O nosso planeta, visto do exterior é o mais bonito de todos os planetas até agora conhecidos. As suas cores, realçadas no espaço escuro, imenso e frio que o circunda, destacam-se , ganhando tonalidades fortes, assemelhando-se à palete multicolor de um pintor. O azul dos oceanos, o verde da vegetação, o branco da neve matizam-se numa combinação perfeita que lhe confere beleza, identidade, unicidade.
Neste planeta que é de todos nós, de todos os seres vivos, o Homem tem-se apropriado dos seus recursos de um modo egoísta, insensato e irresponsável, provocando danos irreparáveis para a vida na Terra.
De todas as espécies que já viveram e vivem actualmente na Terra, a espécie humana foi a única que, num longo processo de evolução, destacou-se de todas as outras, devido às transformações físico-psiquicas que nela ocorreram desde os primórdios da humanidade. As consequências desta evolução, permitiram ao Homem alcançar a supremacia sobre as restantes espécies animais: posição erecta, inteligência, verbalização do seu pensamento, fabrico de utensílios, são alguns dos factores que lhe permitiram distanciar-se dos outros seres vivos.
A evolução gera progresso, o progresso gera necessidades, as necessidades geram destruição do meio ambiente, como forma de as garantir e suster.
O Homem à medida que ia "crescendo" foi-se esquecendo do elo que o ligava à terra mãe. A mesma que lhe serviu de habitat, nesse processo de formação da espécie e que lhe forneceu tudo o que necessitava para poder sobreviver.
O progresso traz o esquecimento e hoje, essa ligação natural, baseada numa energia única que liga todos os seres que aqui existem, tende a desaparecer.
A ironia reside no facto que a espécie que mais evoluiu, tornando-se inteligível, logo mais apta para reflectir e não agir contra si própria, é aquela que, "estupidamente" tem devastado o planeta onde vive, tem provocado alterações a todos os níveis, algumas de carácter irreversível e ainda não entendeu que os danos resultantes da sua acção recairão sobre si própria.
A Terra demorou milhões de anos a formar-se, tornando-se este belo planeta que conhecemos.
O Homem levou dois mil anos a destruí-lo!!!!
Há que parar, reflectir, mudar mentalidades, alterar atitudes e posturas.
É urgente salvar o nosso Planeta, ainda há tempo, basta querer-se!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Para Ti..."Páaa"

O assunto do post anterior fundamentou-se na recordação, feita saudade ,de alguém que me é muito querido e que já há alguns anos partiu para uma outra etapa da vida que nos é inacessível, enquanto simples mortais. Esse alguém é o meu pai. Apesar de já ter morrido fisicamente, continua vivo nas minhas memórias, que faço questão de transmitir a quem não o conheceu pela verbalização das emoções que me percorrem e assim alcance a imortalidade a que tem direito, pelas conquistas que fez em vida
O meu pai foi o melhor pai do mundo. Havia entre nós uma cumplicidade não falada. Não eram precisas palavras, bastavam os olhares e ambos entendíamos o que queríamos dizer um ao outro. O meu pai, o Pááá, como lhe chamava, era um ser humano simples, transmissor de valores que eu hoje faço meus. Sinceridade, veracidade, combatividade, verticalidade, amizade, honra na palavra dada, todos estes valores o meu páaa me transmitiu, através do seu exemplo de vida. Por isso o admiro muito como pai e educador que foi.
Durante toda a minha infância e já adulta, nunca ouvi nem vi o meu pai gritar, alterar-se ou bater para educar os filhos. Bastava uma entoação diferente, um olhar mais incisivo, uma postura corporal e sabía que o tinha desiludido, que o tinha magoado, que fizera asneira e que não esperara isso de mim. E talvez porque transmitisse tudo isto apenas pelo olhar magoado, pelo silêncio ensurdecedor, sem o recurso a qualquer castigo físico, eu sentia-me tão pequenina, tão envergonhada, tão triste por o ter desapontado, por ter feito o que ele não esperava.
A forma que ele adoptava, para me transmitir o seu estado de espírito, era suficiente para me arrepender da asneira que fizera e não repetir o mesmo erro.
Pelo modo como nós nos"vivemos", pelo amor que me deu, pelas vivências intensamente partilhadas, pelos valores herdados, pelo exemplo deixado, pelo carinho que me tinha, pelo seu ar meigo com que me olhava, pela vaidade que sentia na filha que tinha moldado, pelo ser humano que me ajudou a Ser, eu amava-o, eu amo-o e amá-lo-ei até ao fim das minhas memórias de vida.
Recordar o meu "páaa" , escrevendo este post, é a melhor maneira de lhe agradecer o pai que foi.
Ainda hoje, já adulta, quando me sinto triste, desanimada, desiludida com o teatro da vida e os lapsos dos seus actores, é na sua memória que me refugio, é na sua lembrança que busco a força para não desistir, para dar um pouco de cor ao que, na altura me parece tão negro, tão escuro! E volto a ser menina, e volto a refugiar-me no aperto dos seus braços, aninhando-me, como se fosse muito pequenina, com a certeza que esses braços, para me protegerem, fariam tudo o que pudessem.
Relembrar o meu "páaa" é sempre tocar no mais fundo de mim, num crescente turbilhão de emoções.
Relembrar o meu pai é saudade, é um misto de alegria e tristeza: alegria por eu ter tido a sorte de o ter como pai, tristeza por eu já não o ter junto a mim.
Relembrar o meu "páaa" é um acto de contínuo amor.
Da tua Sereia

Imortalidade


Desde sempre defendi a ideia de que as pessoas não morrem, porque acredito nela. O que morre é a parte física do ser.
Não tenho argumentos para apresentar e poder contestar todos os que me dizem que estou enganada, que após a morte nada mais resta, tudo desaparece. Mesmo não tendo argumentos, mesmo não podendo justificar com factos concretos a minha crença, reafirmo que acredito na imortalidade do ser.
Esta afirmação nada tem a ver com aspectos ligados à religião, apesar de esta lhe estar subjacente.
Contudo neste post não pretendo dissertar sobre fé, porque esta não se discute, não se argumenta, não se avalia: ou se tem, ou não se tem!
Todos os seres são imortais, enquanto permanecem na memória viva dos que lhes sucedem. Enquanto houver quem se lembre de nós, quem tenha saudades, quem relembre momentos, acções, quem, apesar de ausentes, nos sinta, nos veja, nos fale na linguagem mais arcaica do mundo, a do pensamento, então não morremos, permanecemos vivos num outro patamar: o da memória viva das pessoas que connosco vivenciaram. Essas pessoas são o baluarte da nossa imortalidade, porque não nos deixam cair no esquecimento, e, através do relato das suas memórias, permitem que continuemos vivos, para além do tempo vivido.
Saibamos em vida, conquistar o direito à Imortalidade.

domingo, 3 de janeiro de 2010

O Meu Sporting, equipa do coração

Sou uma adepta fervorosa, como eu costumo dizer, do meu SPORTING.
Este ano as coisas têm corrido mal, mas com esta vitória frente ao Sporting de Braga por 2 a 1, uma trémula luz parece querer despontar lá bem no fundo do túnel de acesso aos balneários!
Ano novo, equipa nova! tenhamos esperança que, a partir de agora, com os reforços (serão mesmo?) e a moral em melhor estado, o meu sporting consiga lutar como um leão(eu sei que ultimamente se tem parecido mais com um gatito) e mostre aos adeptos das outras equipas que ainda está aí, pronto para a luta, se não for para ganhar, o que é difícil, dada a situação em que parte para esta segunda volta, que seja para lutar, de igual para igual, com as outras equipas que o menosprezaram e pensaram que já não se conseguia erguer. Engano delas, pois um Leão não se deixa nem abater nem vencer sem dar luta renhida a quem o ouse atacar.
VIVA O SPORTING!

O poder revigorante da música

Quem nunca foi influenciado pelo som de uma música, de uma melodia não sabe o poder que a música tem na nossa vida.
Adoro música. Sempre que estou a trabalhar em frente ao pc, lá vou eu à minha biblioteca de músicas e ligo o Media Player. Consoante o estado de espírito e a hora do dia, assim o tipo de música que ouço. E como a maioria das vezes trabalho ao fim do dia ou à noite, a música ouvida é calma, suave, melódica, romântica.O tempo flui ao som de uma boa música e o trabalho torna-se muito mais rentável.
Os links abaixo são um exemplo de algumas das músicas que mais gosto. Partilho-as com todos os que, navegando pela blogosfera, aportem no Desafioos. Enquanto descansam, recostem-se, fechem os olhos e deixem que os vossos sentidos captem as vibrações de cada nota, de cada acorde. Sintam as emoções que a música vos provoca, não resistam, deixem-se levar...
http://www.youtube.com/watch?v=NGuJOfrakc8
http://www.youtube.com/watch?v=udXMgx7UCz0
http://www.youtube.com/watch?v=840B27zYfOk

O silêncio da noite

A lua sempre me fascinou e associada a ela a noite.
É à noite que me reencontro, que me dou, que me transformo.
É no silêncio da noite que reflicto, repenso e ganho coragem para os desafios da vida.
A noite é magia.
O barulho do silêncio, quando bem escutado, é uma melodia suave que inspira calma, tranquilidade, paz. Ele permite ouvirmo-nos.
É neste momento do dia que, embalada pela magia da noite e envolta no silêncio da escuridão, finalmente me reencontro, me pacifico, me aceito, escutando o meu Eu verdadeiro. E então mais nada existe, apenas eu, a noite, o silêncio e os meus pensamentos vagueando em memórias quase esquecidas, mas não perdidas. E recordo com saudade, momentos passados, pessoas queridas, revivo emoções, situações, páro o tempo. A noite tudo possibilita, a noite é magia, a noite é um bálsamo revigorador que me permite viver o dia.

Tu és eternamente responsável por tudo o que cativas


Antoine de Saint-Exupéry, no seu célebre livro « O Principezinho», defende, através do diálogo entre a raposa e o menino, a ideia de que cada um de nós se torna, para sempre, responsável pelos seres que cativamos. Uma vez esse «milagre» acontecido, o elo que une duas pessoas ou seres jamais poderá ser quebrado. A magia que envolve dois seres cativados, dificilmente conseguirá ser desfeita ou anulada. Cada uma das partes é responsável pela outra. É uma relação bilateral em que ambas as partes envolvidas não são mais que os elos, não perdidos, de uma força poderosa que tudo consegue.
Basta querer! Basta acreditar! Basta fazer acontecer.


Colo um excerto da parte referida. É belo, é soberbo, é único!!!
TU TORNAS-TE ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS
" Vou-te contar o tal segredo. É muito simples, só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. (...) Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante. (...) Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa."