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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Cidade eternizada

Sentada de frente para o Mondego, olho a minha cidade, no escuro da noite. As luzes cintilantes, aninhadas no ventre das margens  do rio, reflectem-se na quietude das suas águas que deslizam suavemente.
Tantas vezes a percorri e vendo, não a vi.
Coimbra, cidade antiga, outrora das tricanas e da boémia estudantil, cresceu à sombra da Universidade.
Coimbra do Bazófias, do Calinas e da Briosa, das serenatas e das noitadas, é a tradição no presente.
Coimbra, cidade única, onde o preto é alegria e esperança na capa e na batina dos estudantes.
Coimbra da canção, para sempre eternizada nas palavras do poeta, continua a deixar  saudade na hora da despedida!
Amo a cidade que, há muito, fiz minha.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Oásis



Quando surgem estes dias de Verão, claros e luminosos, com cheirinho a quase férias, sabe bem, pela tardinha, na delícia de uma brisa amena que se levanta, rumar a um dos locais aprazíveis desta cidade, um misto de campo e praia, e rendermo-nos à beleza do sítio.


Aí,  onde o rio e a vegetação se “cumpliciam” em encantos sedutores, desejamos que a calma emanada da paisagem nos contagie e  perdure num tempo sem tempo.
A simplicidade deste recanto, nascido no sopé de uma encosta, atrai todos aqueles que anseiam por agradáveis momentos de convívio descontraído.
Há muito, que elegi este oásis citadino como um local aprazível, onde encontro um ambiente propiciador  à paz e ao bem-estar interior.  
Os apetitosos e deliciosos caracóis, que fazem crescer água na boca, acompanhados por uns finos bem geladinhos, conduzem a tertúlia que se estende pelo final da tarde, neste pitoresco lugar.
À partida, enquanto nos afastamos, pela frágil ponte de madeira, despedimo-nos com a certeza do regresso.