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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Curiosidade



Apesar de seguir a moda virtual 2011/2012, confesso que não faço quase nenhum uso da minha conta no Facebook.
O repentino interesse, diria explosivo, por esta rede social é um fenómeno relativamente recente. Provavelmente, a maior parte das pessoas desconhece que a mesma já existia muito antes de se tornar a preferida de milhões de pessoas: com outro nome, com outro aspecto, com outras funcionalidades e menos aperfeiçoada.
Hoje, numa passagem pelo Facebook, encontrei uma frase que alguém pôs a circular aquando da morte do fundador da Apple, Steve Jobs e que dizia o seguinte: "Houve 3 maçãs que mudaram o mundo: a que a Eva comeu, a que caiu na cabeça do Newton e a que o Steve criou."
Frase simples, mas bem verdadeira!
Já agora, a cada um de vós que me lê, desafio-vos a imaginarem como seria a realidade actual, qual o rumo tomado pela Humanidade, caso não tivessem existido estes três contextos referenciados na frase.
Uma certeza, tenho: a vida de milhões de pessoas não teria sido a mesma e a história do Mundo ter-se-ia escrito de uma outra maneira.  
Como três simples maçãs desempenharam um papel tão importante na história do Homem!  

domingo, 19 de junho de 2011

Amiga da onça

Ao ler a notícia que, na próxima terça-feira, haverá um Jackpot de 101 milhões no Euromilhões, sonhei, imaginei, divaguei.
O que faria eu com 101 milhões de euros? A primeira sensação é de que me perderia entre tanto dinheiro, mas depois, ah depois!...
Tantos planos idealizados, imaginados em momentos de divagação! Sim, concretizá-los-ia, colorindo, em tons quentes e alegres, os dias porvir.
Se o dinheiro não traz felicidade, pelo menos ajuda a optimizá-la.
Pelo sim pelo não, vou já jogar a minha chave fixa. Quem sabe?
Os números? Não vos posso dizer. Esqueci-me! 

domingo, 5 de junho de 2011

Este Barro Que Nos Molda

Há certas alturas em que a vida parece brincar connosco, como se estivesse a pôr à prova a capacidade, a resistência, o carácter de cada um.  
Nesses momentos, apanhados de surpresa pelas suas travessuras, uma espécie de dormência invade-nos, assalta-nos, rodeia-nos e ficamos, por instantes, incautos, frágeis, confusos.  
Então, uma força misteriosa empurra-nos, lança-nos para a frente, e do nada buscamos pujança, vontade e persistência!
Então, um sussurro interior murmura-nos palavras corajosas e verdadeiras e do nada, erguemo-nos, dignos , confiantes e derrubamos obstáculos, vencemos desafios, lutamos pela vitória sempre com a percepção da dualidade que somos: barro frágil, moldado em muitas formas, tornado forte pela genialidade do criador.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Outros filmes

Cada ser humano, no tempo que lhe é concedido para o crescimento integral como pessoa, desempenha um papel no seu filme de vida, diferente de todos os outros filmes existentes e que não são mais do que curtas ou longas metragens de histórias individuais de vida. Por vezes quer actores quer figurantes acabam por participar em diferentes filmes ao mesmo tempo, alternando de papeis e contribuindo para o sucesso da história com graus de importância diferentes.
Estudar o papel que nos é atribuído, encarnar a personagem que nos foi destinada implica uma constante observação, atenção e muito conhecimento de si próprio. E são todas estas exigências que contribuem para o contínuo crescimento do ser humano. O crescimento interior que o acompanha até ao partir da fita, completamente distinto do físico. Um crescimento onde as constatações visíveis que o testemunham não existem, pelo menos no momento imediato.
O crescimento de que vos falo é aquele que leva o ser humano a percepcionar o mundo que o rodeia com um outro olhar, que o faz perspectivar as múltiplas vivências por que passa de uma outra maneira. É um crescimento que matura o espírito e advém sempre que o Homem for capaz de interpretar, " à la lettre", as legendas do filme da vida.
Às vezes não é fácil: confunde-se o sentido, baralha-se a ideia, erra-se a tradução. Outras vezes nem sequer se conseguem ler as legendas de tão rápido que passam e ficam apenas vagas ideias das imagens observadas. Mas o maior problema é quando, no decorrer desse filme e sem se esperar, o realizador resolve proceder a alterações no enredo, mudar as personagens, modificar os diálogos: a confusão total!
Nesta situação como fazer? O que fazer? Quando fazer?
Não existem respostas definidas e prontas a servir. Cada ser humano deverá descobrir, em si próprio, as respostas adequadas ao seu filme.
Dúvidas? Medos? Indecisões?
Inevitável! Indispensável para quebrar a monotonia monocórdica do enredo.
E uma certeza (pelo menos uma): independentemente do desempenho dos actores, o filme prossegue, a bobine continua o seu movimento rotativo enquanto a fita vai projectando, no ecrã, cada uma das imagens em si aprisionadas.
E haverá alguém que não aspire, como corolário da sua carreira na sétima arte da vida, à estatueta dourada?
And the winner is...
 Cada um de nós!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Os larápios roedores I

Numa destas noites de intenso calor e temperaturas elevadíssimas, o sono sobressaltado, pelo desconforto sufocante do ambiente interior, levou-me a procurar, na janela completamente aberta, um pouco de "frescura" que amenizasse o ar abafado que se instalara.
Ao mesmo tempo que saboreava a brisa suave que fluía, olhava distraidamente para o escuro da paisagem, de mente vazia, apenas deixando que o corpo fosse invadido pela sensação de frescura .
De repente, o meu olhar foi desperto por um movimento rápido e ligeiro, quase imperceptível. Focalizando o local onde detectara a acção, descobri por entre as giestas, quase secas, o recorte de uma figura escura, pequena, mas muito ligeira nos avanços e recuos com que explorava o território. De orelhas sempre espetadas, vigiava, atento aos mínimos sinais que pudessem indiciar a existência de perigo, as movimentações em seu redor. Por entre a vegetação seca e amarelada, corria e parava, à procura de alimento e sempre de orelhitas espetadas, olhando para todos os lados. Sim, era um coelhito bravo, traquina que, numa cumplicidade com a madrugada, lutava pela sua sobrevivência, com o instinto sempre alerta.
Imóvel, sustive a respiração, receando que o mais pequeno ruído provocasse a fuga do solitário roedor (pensava eu).
 Eis que, de súbito, ainda mais célere que o “batedor”, surgiu uma segunda figura, mais pequena, mais nervosa nos movimentos, mas também de orelhas espetadas num vaivém instintivo de quem busca mantimentos. Afinal eram dois coelhos que, na calada da madrugada e encobertos pelo silêncio da noite, procuravam ervas frescas para se refrescarem do calor insuportável que assolara o dia.
(continua)