Manter-se um blog obriga, necessariamente, à publicação, senão diariamente, pelo menos com frequência.
E se há dias em que as ideias pululam e a escrita escorre célere, outros há, porém, em que o acto de escrever empena, emperra, esbarra no vazio do assunto.
Hoje, é um daqueles em que poderia ter feito as mais variadas abordagens. Contudo, confesso que não me apeteceu. Com a música por companhia, recosto-me e, num abandono assumido, permito-me usufruir do saboroso "dolce fare niente" de final de serão. E como sabe bem o nada fazer após um dia de intenso trabalho!
“Dolce fare niente”, a melhor terapia de contemplação na busca da renovação, da alegria, e da leveza de espírito e de corpo.
Mais do que nenhum outro povo, os latinos percebem bem a importância deste momento catalisador de energias pessoais.
O “dolce fare niente” embala-nos no prazer do nada e do tudo!
Desafioos é já por si um desafio lançado em forma de repto: "Andas muito filosófica, tens de criar um blogue!". Porque gosto de desafios, aceitei o desafio e criei este blogue.
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O espírito do dia
Teimosamente, uma chuva miudinha persistiu em cair durante todo o dia.
O tempo, de cara mal disposta e ar zangado, convidava ao aconchego do lar.
Em dias como este, em que o cinzento das nuvens encobre a luminosidade e escurece o humor, sabe bem acender o lume e ficar na penumbra, contemplando a dança executada pelo crepitar do fogo.
O estado de espírito do dia contagia o da alma num convite à evasão dos sentidos.
As horas passam na monotonia compassada da chuva a cair.
Anoitece.
O tempo, de cara mal disposta e ar zangado, convidava ao aconchego do lar.
Em dias como este, em que o cinzento das nuvens encobre a luminosidade e escurece o humor, sabe bem acender o lume e ficar na penumbra, contemplando a dança executada pelo crepitar do fogo.
O estado de espírito do dia contagia o da alma num convite à evasão dos sentidos.
As horas passam na monotonia compassada da chuva a cair.
Anoitece.
domingo, 22 de agosto de 2010
Frutificação
Desde a publicação do meu último post que já decorreu quase uma semana.
Uma semana de olhar insistentemente para tantas "Amoras"! Não é que não as ache deliciosas, principalmente se se converterem em doce, mas confesso que o excesso daquele fruto silvestre já me enjoa.
Quase uma semana, cerca de sete dias sucessivos de pausas, silêncios, de vazios de pensamento!
Umas férias da e na inspiração!
Tal como na vida, também na escrita ocorrem momentos de recolhimento, de pausa, de descanso necessários. São momentos excelentes para "podar" as ideias. E com o tempo a imaginação e a inspiração frutificarão!
Uma semana de olhar insistentemente para tantas "Amoras"! Não é que não as ache deliciosas, principalmente se se converterem em doce, mas confesso que o excesso daquele fruto silvestre já me enjoa.
Quase uma semana, cerca de sete dias sucessivos de pausas, silêncios, de vazios de pensamento!
Umas férias da e na inspiração!
Tal como na vida, também na escrita ocorrem momentos de recolhimento, de pausa, de descanso necessários. São momentos excelentes para "podar" as ideias. E com o tempo a imaginação e a inspiração frutificarão!
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