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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Perhaps Love




Não sei se a visão triste e desoladora daquela fotografia, tão fortemente e bem apelidada por alguém de “Naufrágio da Humanidade”, provocou em quem a viu a mesma reacção que a mim.
Aquele corpo inerte, sem vida, despojado, cedo de mais, da esperança e do sonho, fez-me perceber, de vez, o quanto afortunada eu sou: porque nasci e vivo numa zona do planeta livre de guerras, de sangrias, de destruição, de escassez e posso, desafrontadamente, exprimir o meu sentir, as minhas convicções, sem ser importunada ou sofrer retaliações por o fazer e, se estes não bastassem, tantos outros factores poderia aqui enumerar que me tornam, sem dúvida, uma privilegiada da vida.
Mas há quem não o seja, há quem se encontre nas antípodas da vida que eu vivo, seres humanos que também têm o direito a serem felizes sem lhes ser negado o direito a  uma pátria para viver, livre do despotismo arbitrário de uns tantos, cuja legalidade do poder que exercem assenta na frieza maléfica das armas e na dominação pelo medo. Eles é que são a minoria, estão errados e não têm lugar entre os brandos de espírito, que apenas buscam um lugar onde possam existir e acreditar num amanhã onde o medo, musicado pelo ressoar de onomatopeias bélicas, se transforme em acordes harmoniosos de sonho e riso.  
É imperioso que todos nós, cidadãos do mundo, saíamos da zona de conforto em que nos encontramos e lhes demos a mão, apoiemos e partilhemos a abundância em que vivemos.
O amor é a força maior do ser humano e tem tantas faces e formas de se manifestar!
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A importância da amizade

" Todos prestam atenção ao que tu dizes. Os amigos escutam o que tu falas. Os melhores amigos prestam atenção ao que tu não dizes"

Já há cerca de 3 semanas que não publico nada no blog. Vários foram os factores responsáveis por esta interrupção: trabalho, com as inúmeras burocracias a ele associadas, falta de disponibilidade, alterações nas rotinas de vida e por último falta de inspiração. Todos estes factores juntos contribuiram para o silêncio prolongado.
A todos aqueles que me dão a imensa honra de fazer da minha escrita uma vossa leitura,dedico este post como modo de me desculpar pela preocupação provocada com o silêncio a que me remeti.
Gosto de escrever - é uma paixão - desde que a escrita brote espontaneamente do coração e da razão. Ultimamente tal não se tem verificado, apenas e só nada, vazio, silêncio...
Há alturas em que, como alguém amigo fez questão em transmitir, interpretar o silêncio é descodificar um dos códigos mais complexos e difíceis da comunicação humana.
Obrigada pela amizade de todos vós.