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sábado, 28 de maio de 2016

Omeletes, vacas e ratos ou a insofismável razão por trás da acção




Ensino público versus privado abriu uma discussão que tem permitido um debate alargado de ideias na sociedade portuguesa de uma realidade há muito disputada entre os professores, mas que só agora parece ter despertado o interesse do público em geral.
O objectivo deste post não é tomar posição (aliás, há muito já tomada), o propósito é antes outro. Parece-me que andam todos distraídos, perdidos nos meandros do combate argumentativo e não se apercebem da verdadeira intenção deste governo em que Tiago Brandão é a sua face visível.
Os paladinos da escola pública, e eu sou uma deles, defendem o fim dos contractos de associação e a canalização, para o ensino público, das verbas anteriormente entregues aos privados.
No entanto, não me parece ser esse o propósito deste governo: algo me diz que esta celeuma toda e este braço de ferro tem como única preocupação alcançar o objectivo final: corte nas despesas do Estado, de maneira a baixar o deficit, aproximando-o dos valores impostos pelos “the biggest da Europa.
Mais uma vez se constatam três insofismáveis verdades: não se fazem omeletes sem ovos, as vacas, efectivamente, não voam e a montanha vai parir mais um rato!  










sábado, 5 de setembro de 2015

Da cela para o "palácio"




A alteração da medida de coacção que levou José Sócrates a sair do estabelecimento prisional de Évora directamente para a casa da sua ex-companheira e mãe dos seus filhos, em prisão domiciliária, marcou e continuará a marcar a informação jornalística nos próximos tempos.
Estava eu a ouvir as notícias, quando a repórter de serviço, em frente à entrada do número 33 da Avenida Almirante Reis, em Lisboa, relatava que a entrada modesta do prédio, que se via nas imagens, não dava uma ideia exacta das características da habitação, que passará a ser o poiso do ex-primeiro-ministro.  
Realmente, quem vê aquela minúscula e modesta entrada não diz que o apartamento dá todo para um pátio, invisível da fachada principal, com jardim, piscina e muita luminosidade.
Temos de concordar que a troca não foi nada má... Conforto, desafogo, privacidade e com escolta à porta, já que o cidadão em causa recusou o uso da pulseira electrónica.
Se em Portugal a Democracia existisse em pleno, não assistiríamos a diferentes formas de tratamento por parte da justiça face aos cidadãos. José Sócrates e Ricardo Salgado são o exemplo paradigmático desta realidade. 










domingo, 28 de setembro de 2014

O se da certeza


Hoje, o Partido Socialista arruma a casa. Com os resultados das Primárias decide-se o futuro do maior partido da oposição e redesenham-se estratégias para o futuro.
Quem deve estar ansioso por saber o sentido de voto dos militantes e simpatizantes do PS são os partidos do governo e principalmente o primeiro-ministro com um pezinho do pensamento no imediato e outro nas legislativas de 2015.
Se ganhar o Costa, Pedro Passos Coelho tremerá do alto da sua tecno-fragilidade e 2015 começará a tornar-se uma miragem… Se ganhar Seguro, ainda há uma réstia de esperança.
Independentemente do tonight e do day after, esta bloguista garante aos seus leitores uma inevitabilidade: vence o António!










sábado, 5 de julho de 2014

Um triste engodo ou o retrato de um país sem soberania


Parece que o Ministério da Educação e Ciência, juntamente com a Secretaria de Estado da Administração Local e o Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, pretendem, a curto e médio prazo, municipalizar as escolas com vista a retirar, do Poder Central, o ónus com a Educação e com os professores.
“Descentralização de competências” - afirmam os responsáveis pelo processo. Eu diria que o MEC (e o governo) quer é sacudir a água do capote e com esta ideia luminosa conseguir arrecadar mais alguns milhares ou milhões de euros, visando a diminuição do deficit nos próximos anos.
As particularidades da proposta de municipalização das escolas vão sendo conhecidas a conta-gotas (estratégia há muito utilizada pelos governos, do género matar, mas com suavidade).
Hoje, levantou-se um pouco mais o véu e soube-se que uma das novidades presentes na proposta é o chamado "factor de eficiência”, o qual pretende premiar as câmaras que trabalhem com um número de docentes inferior ao tido como necessário para o respectivo universo escolar (mas mantendo o sucesso, entenda-se).
Estes gajos (sim, é mesmo este o termo que quero utilizar para os nomear, um termo que pretende transmitir o meu sentir) tomam-nos como mentecaptos, cordeirinhos mansos que tudo acatam e nada contestam.
Se a maior parte dos municípios se encontra endividada, como é que alguns destes têm a veleidade de quererem chamar a si a responsabilidade de gerir a Educação nos agrupamentos de escolas da sua área de influência?
E o perigo da instrumentalização das escolas (e das pessoas) para fins políticos? Quem garante a imparcialidade e a correcção de critérios na contratação dos docentes? Como se pode acreditar nas melhores intenções para a Escola Pública, quando se acena com um bónus pomposamente apelidado de “factor de eficiência”? Alguém acredita nisto? Sinceramente, não!
Sei que o que nos espera é bem pior do que alguma vez supuséramos.
Sinto uma angústia do tamanho do engodo que me (nos) querem impingir!
Parece-me que o governo (ou antes a Troika? Saiu, mas as metas a atingir devem ter ficado bem definidas nas ordens dadas: cortar, cortar, cortar, a torto, a direito, não interessa como, desde que os objectivos sejam cumpridos! Têm-se revelado alunos exemplares e cumpridores das ordens do mestre, estes nossos governantes) está a querer enveredar por um caminho que vai destruir a qualidade, o bom nome e até a própria Escola Pública ( assim como o Estado Social, tal como o conhecemos).
Grande façanha! Nem os cinquenta anos de ditadura, com todo o obscurantismo e mentalidade retrógrada e fechada que o caracterizou, ousaram semelhante proeza!
Sinto uma enorme tristeza porque perdemos, definitivamente, a soberania. Somos uns meros fantoches nas mãos dos detentores do capital e os únicos interesses que importam são os económicos. Tudo o resto? É para abater, acabar, neutralizar!

“ Agora se vende Portugal, que tantas cabeças e sangue custou a ganhar quando foi tomado aos Mouros!”

Fernão Lopes, crónica de el-rei D. Fernando, século XV
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 9 de setembro de 2012

Ilusão

As políticas económicas do Velho Mundo parecem ter chegado a um beco sem saída, principalmente para as economias mais debilitadas como é o caso da portuguesa e da grega.
Insistir, num modelo que se autodestrói, será a solução? Mas, então, qual é a solução? Que alternativas nos restam para diminuir o deficit que nos aprisiona, sufoca e nos torna moribundos? Como solucionar, em tão pouco tempo, os erros de anos consecutivos? Como resgatar sonhos, projectos, vidas adiadas, suspensas, desalentadas ?
Como banir esta tristeza que nos invade, esta preocupação que nos toma e consome?
É a tristeza de um país que se perdeu e não se consegue encontrar; de um país que se tornou vassalo, se escravizou, se deixou cegar por discursos ofuscantes que adornaram a realidade e esqueceram a verdade.
É a tristeza de constatar que, afinal, quase tudo foi apenas ilusão, uma mera sedução que nos cativou e perdeu.
Ainda há esperança?
Queria tanto acreditar!

sábado, 14 de julho de 2012

De(s)mocracia

Aproveitando a pacatez de uma tarde preguiçosa, passeei o olhar pelos títulos dos principais jornais diários, li alguns dos inúmeros mails que me aguardam. 
Lendo ambos, apercebo-me de que este estado de trafulhice, esquemas enganosos, artimanhas fraudulentas em que Portugal mergulhou, há já muitos anos, começou a tornar-se insuportável, mesmo para um povo que se identifica com os brandos costumes. A paciência tem limites e são cada vez menos aqueles que ainda acreditam nas duas classes que vão detendo o poder: a política e a judicial.
A insatisfação e a indignação invadem o comum do cidadão. Basta ler-se os mails que circulam pela Net, que se enviam acrescentados de comentários bem elucidativos do sentir da plebe.
Os tempos actuais são propícios a posições extremas: de um lado os que relembram os ideais revolucionários de Abril, de outro os saudosistas do Antigo Regime.
Sabendo que a saúde moral do país não aguenta mais reveses e que é urgente criar-se um sistema que ponha cobro a tanta falta de vergonha, pergunto-me: entre os dois extremos ideológicos, onde encontrar a solução já que a Democracia demonstrou estar podre e não servir a Res publica? Pelo menos a de(s)mocracia que se instalou no Portugal que Abril criou.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Até quando?

Será impressão minha ou este final de ano lectivo parece mais infindável, mais complicado que os anteriores? 
Desde que as aulas terminaram que não me consigo ver livre de papéis: PCT, exames, relatórios disto e daquilo, grelhas, actas, uma panóplia de documentos...
Se alguma dúvida ainda me assolasse, a realidade circundante grita-me que não é impressão minha.
A esta hora da noite, de volta da conclusão de um PCT, sinto-me no epicentro da burocracia, aquela que foi sendo, sucessivamente, introduzida, decretada pela vaga de políticos que vão ocupando o pedestal da governação. Burocracia não implica, necessariamente, qualidade ou grau de exigência. Parece-me que os políticos ainda não o perceberam. Geralmente, quando há insegurança no exercício do cargo desempenhado, os tecnocratas do poder refugiam-se na obrigatoriedade da papelada, procurando disfarçar a segurança que não sentem. Ilusões!
São estes políticos que impõem medidas - algumas completamente desnecessárias pois não acrescentam nada à qualidade do ensino e à resolução de alguns dos graves problemas que invadem as nossas escolas -que, na sua vida particular, servem-se dos conhecimentos e dos cargos partidários que desempenham, para ludibriarem o sistema, em proveito próprio e conseguirem obter, por meios muito dúbios – não lhe quero chamar outro nome - em tempo reduzidissímo, as qualificações académicas que têm tudo menos rigor, veracidade, transparência nos trâmites do processo.
Quando é que se começou a perder a vergonha, se fez da mentira, da trafulhice, do jogo baixo, do vale tudo, os valores morais de alguns?
A bola de neve ainda agora começou a rolar!

terça-feira, 20 de março de 2012

Questão de semântica

“Não estamos a extinguir, estamos a agregar, estamos a juntar freguesias”, afirmou, ontem, o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, quando interpelado pelos jornalistas.
Ouvindo-o, lembrei-me de outros tempos, de outros governantes, de outras tiradas assertivas, proclamadas em tom de verdade.
Mudam-se os tempos, mudam-se as pessoas, mudam-se os contextos, mas os nossos políticos permanecem fiéis ao modelo oratório baseado numa esgrima de palavras, num jogo de sentidos.
Se há uma arte em que estes já demonstraram bem a sua mestria, ela é, sem dúvida, a da semântica!


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dicotomia

Foi com descrédito que assisti às imagens do que se passou no final de um jogo de futebol no Egipto: 73 mortos, um número maior de feridos, muita violência perante a apatia das forças policiais face à pujança da plebe enfurecida.
“Meu Deus” – pensei – “como é possível o ser humano estremar simpatias, ódios, paixões e, em nome delas, agir desregradamente, impunemente, selvaticamente?”
Invadida por uma incómoda sensação, de repente, lembrei-me da Primavera Árabe.
Entre a ditadura pro-ocidental e o fundamentalismo religioso – qual a diferença? – o receio de que a Primavera de uns se venha a tornar o Inverno de outros. Ou antes Inferno? 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Entre o sonho e o pesadelo


"O governo está a matar o sonho dos portugueses", afirmou o secretário-geral do PS, António José Seguro.
Consequência mais que lógica do pesadelo em que vivemos, resultado da governação socialista do seu camarada José Sócrates, relembro-lhe eu.
Só se pode matar o que existe. Antes sonho que pesadelo!
Os políticos têm a memória muito curta, mais curta que a do próprio povo!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Nem mais!

Pedro Nuno Santos, um dos vice-presidentes do grupo parlamentar do PS, afirmou que se estava a “marimbar para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou”, sugerindo que o país deve suspender o pagamento da sua dívida para deixar “as pernas dos banqueiros alemães a tremer”.
Público, edição on line de 15 de Dezembro de 2011


Em sintonia com a ideologia defendida pelo deputado do PS, faço constar, para que se saiba, que eu, uma cidadã deste humilde país da União Europeia, deixarei de pagar as contas referentes às despesas mensais do gás, luz, prestação da casa entre outras, uma vez que, após o corte de 5% no vencimento, a anulação dos subsídios de férias e Natal, não possuo rendimento suficiente para fazer face aos inerentes encargos das rotinas diárias.
E mais informo que, se me vierem pedir contas desta minha decisão e reclamar o pagamento das dívidas contraídas, remetê-los-ei à sua insignificância e processá-los-ei, uma vez que NÓS, acima de tudo.
E assim vai este meu Portugal…

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Reaparição

Eis que de súbito, decide romper com o silêncio a que se remetera, desde que procurara, na Cidade Luz, o refúgio perfeito para fazer a pausa necessária, a reflexão obrigatória, logo após a derrota que obteve nas eleições legislativas.
É compreensível, é aceitável, era preciso, quase inevitável, depois de uma governação desastrosa!
Quase já nem nos lembraríamos da sua existência, não fora o caos económico em que nos deixou, não fora o comprometimento do futuro que originou.
Anteontem, ao ouvi-lo afirmar, convictamente, perante jovens estudantes, numa universidade francesa, que os países pequenos, como o nosso, não têm de pagar as suas dívidas e que pensar isso é como uma brincadeira de criança, percebi, finalmente, os contornos ideológicos que comandaram a sua acção política, enquanto governou, como Primeiro-Ministro, a gente deste pequeno território.
Na sequência da primeira intervenção pública, após o afastamento assumido, na cidade dos amantes e numa campanha de marketing – cultiva o afastamento, mas não o esquecimento – o seu discurso inflamou o meio político e social, tal a calinada proferida perante uma vasta assembleia e prontamente divulgada pelos órgãos de comunicação social.
Raríssimos, são os momentos em que sinto vergonha de ser portuguesa.
Infelizmente, este foi um deles!



terça-feira, 18 de outubro de 2011

À Deriva


Ainda sobre a comunicação ao país pelo primeiro-ministro, Doutor Passos Coelho.
Como a maior parte dos portugueses, também eu ouvi, num silêncio confuso de emoções, a enumeração das principais medidas a implementar nos próximos dois anos.
Também eu, como a maior parte dos portugueses, explodi numa reacção de consternação, preocupação e indignação.  
Ora, como eu não acredito que tenhamos um primeiro-ministro mórbido e masoquista, com tendências autodestrutivas, resta-me uma outra explicação. Isto é, mesmo sabendo que se tornaria o alvo certeiro de todas as críticas, raivas e revoltas, mesmo ciente do risco de poder estar a hipotecar o seu futuro político, Passos Coelho tomou medidas impopulares, mas, pelos vistos,   imprescindíveis para a resolução do problema económico que o país enfrenta.  
Devido à minha profissão sou considerada funcionária pública. Ainda pertenço à designada classe média (em vias de extinção, acreditem). As medidas anunciadas atingem-me directamente. Desde 2005 que ando a pagar a crise que é de todos. Desde 2005 que vejo a progressão na carreira e o salário congeladas. Desde 2005 que me recrutam para ajudar a pagar os devaneios de governos que não souberam governar; de governos que arrastaram o país para a deriva económica actual; de governos que tomaram medidas à toa, sem se preocuparem com as consequências futuras das suas decisões; de políticos que nunca souberam, verdadeiramente, honrar a democracia conquistada pela geração anterior; de governos compostos por políticos que se julgam ser o Estado; que se revelaram inaptos, inadequados e impróprios para os cargos que ocuparam.  
Não me furto às minhas responsabilidades. Tenho a noção das enormes dificuldades que enfrentamos e da dura realidade que vão ser os próximos dois anos (apenas?).  
De uma vez por todas apelo aos políticos do meu país para que ajam com integridade, com honradez, que coloquem os interesses da Nação acima dos pessoais e partidários e que não sejam em vão os sacrifícios que me (nos) pedem.
É tempo de avistarmos terra, correndo o risco de ficarmos eternamente náufragos de nós próprios!

domingo, 16 de outubro de 2011

Mudanças

Vivemos momentos muito complicados. Socialmente perspectivam-se grandes convulsões, grandes movimentações e muita contestação.
As pessoas já não acreditam no sistema político que as (des) governa, no sistema económico que as sufoca, no sistema jurídico que as fragiliza e (des) protege.
A descrença, o desânimo e a revolta invadem cada um de nós.
Neste contexto social, de tanta agitação, os grandes senhores que tudo comandam não podem continuar surdos e cegos aos sinais que começam a surgir um pouco por todo o lado.
Algo começa a mudar: sente-se nos gestos, nos olhares, nos silêncios dos mais pequenos, vê-se nas palavras acesas de uma urbe indignada.
A História escreve-se nos actos colectivos do presente.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Papéeeeeeeiiiis

O vídeo inserido neste post resultou da participação dos docentes da Escola Secundária Artur Gonçalves no Sarau do final do ano lectivo 2010/2011.
Este não é mais que uma paródia, crítica e irónica, à burocracia que invadiu as nossas escolas, à papelada infindável de preenchimento obrigatório a que os professores se vêem sujeitos.
No momento presente, em que o Sistema de Ensino vem sendo alvo de remodelações, Nuno Crato deveria desburocratizar a Escola, sob pena de os papéis serem mais importantes que o tempo necessário para a função privilegiada dos docentes: dar aulas.


PS: Recorde-se o caso de uma escola que, nos últimos 3 meses do ano lectivo passado, gastou 400 mil fotocópias.
 O número fala por si!

sábado, 17 de setembro de 2011

Fantasias


Enquanto ouvia as notícias das treze sobre o buraco financeiro na Madeira e ia escutando Alberto João Jardim, presidente desta região autónoma, numa das suas intervenções, a cheirar excessivamente a campanha eleitoral, não pude de sentir uma certa pena por aquele personagem.
Reclama pela falta de solidariedade do seu partido político no continente, pede ajuda aos madeirenses para conseguir ganhar mais uma eleição e, assim, ter hipótese de limpar a honra da região. Não será antes a sua?
Falta de solidariedade? A solidariedade conquista-se através dos nossos actos, é um processo natural entre gentes e não há solidariedade nenhuma que aguente a altivez, a soberba, a falta de educação que tem pautado a acção política e as intervenções deste senhor, há já muito tempo.
Sinto pena, sim. Pena de ver alguém que teima em não querer largar a cadeira do poder, alguém que se recusa a interpretar os factos, alguém que obstinadamente continua em querer permanecer, quando é de mais evidente que chegou a hora de se retirar.
Alberto João Jardim faz-me lembrar aqueles filhos que se dizem independentes, agem com a certeza da sua autonomia, uma vez que é fácil afirmar tal já que sabem continuar a ter, tecto, cama e roupa lavada à custa dos progenitores

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Detalhes

O início de um novo ano lectivo é sempre uma dor de cabeça para a maior parte das famílias que varia na razão directa do número de filhos que têm a estudar.
Se sempre foi complicado equilibrar a economia doméstica no mês de Setembro, este ano, com a crise a entrar na casa de cada um, as dificuldades económicas agravam-se, complicando as finanças dos agregados familiares.
E à medida que a frequência nos anos de cada ciclo se sucede, o preço dos manuais dispara.
Se a escolaridade é obrigatória, não há como alterar nem fugir a esta realidade.
O material é necessário, há que o comprar, há que o pagar.
O Estado comparticipa na totalidade os alunos subsidiados no escalão A e em metade os do escalão B.
Se o Estado paga os manuais, por que razão, no final de cada ano lectivo, estes não retornam às bibliotecas das escolas, criando assim um acervo considerável que seria distribuído, no ano seguinte, aos alunos que destes necessitassem?
Indo ainda mais além na ideia, por que razão não se implementa nas escolas um banco de livros? A ideia é fácil de ser concretizada. Bastaria movimentar os Directores de Turma junto dos seus alunos e semear a ideia. 
A cidadania e o respeito pelo bem público, aprende-se, preferencialmente, praticando a teoria através de actos concretos.
Se todos os alunos que passassem de ano e não necessitassem mais dos manuais os entregassem à Escola, o Estado gastaria muito menos dinheiro e os encarregados de educação sentir-se-iam menos sufocados nesta altura crítica do ano.
Com tantas medidas a tomar para equilibrar as finanças do país e baixar o deficit público, não se percebe como é que os governantes se limitam a tomar soluções radicais de cortes nos apoios  e esquecem-se de ir aos detalhes.
As escolas, com a autonomia que possuem, podem e devem implementar esta medida.
Todos ficariam a ganhar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ética

Os interesses económicos comandam e determinam os destinos de países que, por erros cometidos, vêem-se atirados às mãos sedentas e cobiçosas de grandes grupos financeiros.
Com um governo de apenas 15 dias, que se propõe concretizar medidas duras, indo mais além das recomendadas pela Troika, não é possível compreender a lógica que presidiu à decisão tomada pela agência Moody’s  de reduzir o rating de Portugal a lixo. 
Não sei se Portugal conseguirá erguer-se do atol económico em que se encontra, não sei o que o futuro nos reserva, o que sei é que não é eticamente correcto punir e flagelar quem ainda não prevaricou.
Para o lixo deveriam ir todas essas agências de rating que brincam com a vida de milhões de pessoas.

sábado, 4 de junho de 2011

Quão...

A ideia foco de José Sócrates de que se não fora o chumbo do PEC IV, os nossos problemas estavam resolvidos, é falsa.
A bancarrota não surge de um momento para o outro. A delapidação do erário público, por muitos que sejam os erros de governação, demora o seu tempo.
Acredito que, quando Sócrates chegou ao poder, o estado da nossa economia não fosse famoso. No entanto, os factos comprovam que, com ele, piorou substancialmente.
De repente, apercebemo-nos de quão inoperante se revelou, de quão frágil nos deixou, de quão dependentes nos colocou.
Por isso o quão importante é, no dia 5 de Junho, cada um de nós exercer o seu direito de cidadania!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Futuro hipotecado

Por que não quero que os meus netos e bisnetos, ainda inexistentes, tenham o seu futuro ainda mais hipotecado do que aquele que já se sabe irem ter, devido aos erros e desvarios de um Primeiro-ministro que conseguiu o feito único de conduzir Portugal à situação económica em que se encontra: Quase bancarrota, défice público astronómico, poupança nacional mais baixa de sempre, entre outros indicadores sobejamente conhecidos.
Por isso, no dia 5 de Junho, PS de José Sócrates, não!