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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Milagre precisa-se


Se eu acredito em milagres? Acredito, mas para que a maior parte deles aconteça há que fazer a nossa parte: trabalhar, investir, persistir, esforçar.
Ou seja, Deus deve estar demasiado ocupado para perder o seu tempo e o poder divinal que o assiste com insignificâncias do mundo do futebol.
Para além disso, os princípios da imparcialidade e da confiança (já pareço os juízes do Tribunal Constitucional) impossibilitam uma intervenção do Altíssimo! Sim, porque não seremos só nós a esperar um milagre, eles também!
(Acabei de ouvir nas notícias que dois dos jogadores do Gana foram afastados da selecção e não jogam, parece haver conflitos.
Hum… Será que Deus também é  Leitor do meu blog?)










terça-feira, 24 de junho de 2014

Dégradé


Com a chegada do Verão, os dias desnudam-se, quentes, luminosos, em poentes intensos e harmoniosos, aromatizados pela brisa de final de tarde que espalha, ao seu passar, o bulício dos sentidos a despontar.
O Verão e as férias, o calor abrasador e as noites cálidas, enfeitadas de luares prateados, avivam lembranças ternas, edificadas em momentos alegres e risonhos de um outrora que passou muito depressa.
Formilo, sempre Formilo no centro das memórias: um retorno à imponência do casarão, à majestade da escadaria ladeada de hortenses em variações de roxo e lilás; ao sussurro murmurado da água da fonte a cair, límpida e fresca; à paisagem serrana incrustada nas encostas verdejantes, perdida nos horizontes sem fim; ao cheiro agreste das pessoas e dos animais; aos sons melodiosos que encantam as noites e as madrugadas e despertam a poesia inspirada no voo reluzente dos pirilampos e na guizalhada dos grilos; a momentos inesquecíveis!
Formilo e sempre Formilo: um retorno ritualizado e cíclico em busca das raízes da memória afectiva. A saudade forjada no tempo. O passado em dégradé no presente!










terça-feira, 10 de junho de 2014

Flagrante

 
 
O verdadeiro, o autêntico, o genuíno "amigo da onça"!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A (des)união Europeia


O nosso país, por vezes, surpreende até o mais atento observador.
Quem diria que apenas cerca de 3,8% de votos separariam a coligação dos partidos da governação e o principal partido da oposição? Ninguém!
Todos pensávamos que o PSD e o CDS-PP sofreriam uma queda estrondosa, face às políticas económicas e sociais que têm vindo a implementar desde que tomaram o poder. Em contrapartida, supúnhamos que o PS, na segurança do caminho percorrido na oposição, renasceria e faria disparar, em flecha, a percentagem de votos obtidos, para valores há muito inalcançáveis, desde a ascensão de Sócrates.
Grande equívoco!
Os cidadãos deste país baralharam, trocaram as voltas às projecções, às quase certezas de comentadores, de líderes e de candidatos de cada partido.
Afinal quem ganhou? Expressamente, a abstenção, Marinho e Pinto e a CDU, sem qualquer dúvida!
Vitória para o PS? Não me parece.
O que aconteceu, ontem, com o PS, foi, salvo o devido paralelismo, o mesmo que se passou no final da liga Zoon Sagres do ano passado.
Não foi o PS, tal como o Porto, que ganhou o “campeonato”, mas antes o PSD/CDS-PP, tal como o Benfica, que o perdeu. A vitória não se alicerçou em mérito próprio, mas sim no desmérito do adversário.
O que dizer de uma União Europeia (?) tacitamente aceite, mas não sentida, como causa sua, por muitos dos cidadãos dos vários estados-membros? Diria que faltaram os laços de vinculação -o elo afectivo de ligação, o cimento - na construção deste mega projecto, teoricamente perfeito.
A efectiva união europeia só se concretizará quando, no sentir de cada um de nós, a importância do todo se sobrepuser à das partes.
A ascensão das forças eurocépticas, da extrema-direita à ultra-esquerda (Reino Unido, França e Grécia) e a elevadíssima abstenção na Eslováquia (87%) são um indício de que há ainda um longo caminho a trilhar na corporização conjunta do sonho europeu.








segunda-feira, 5 de maio de 2014

Final de tarde e de época


Ontem, no último jogo, da presente época, da equipa da Briosa, no seu estádio, coincidindo com o Dia da Mãe, a direcção da Académica, decidiu (e muito bem, acrescento eu) oferecer bilhetes gratuitos a todos os que pretendessem assistir ao derby contra o Vitória de Guimarães.
Aproveitando a oferta, e já que não o pude fazer com o meu Sporting, fui apoiar a minha 2ª equipa do coração, equipada a preceito: cachecol, óculos escuros, garrafinha de água e companhia (só faltou mesmo a célebre “onda” humana e o bronzeador, já que a orientação da bancada virada a Sul, recebia o Sol de frente, fazendo lembrar um autêntico dia de praia).
Não sei se do cansaço de final de época, se do calor que apertava, se da falta de pernas para aguentar, ou de tudo junto, acabámos por não conseguir soltar o grito totémico de “GOOOOOOLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!”
Fora isso, foi um final de tarde bem passado, não faltando os treinadores de bancada com as habituais tácticas infalíveis, algumas piadas e apartes da assistência que fizeram sorrir e elevar o espírito.  
No final, o ritual repetiu-se dentro e fora de campo: o agradecimento ao público e à Mancha Negra por parte de todos os jogadores da equipa, do treinador e do presidente, acompanhado de muitas palmas e cachecóis no ar. Um quadro bonito de se ver e muito mais de se sentir. Depois, a procura do frescor apetecido num fino bem geladinho para refrescar a secura da garganta de tanto apoio dado.
Para o ano há mais.









domingo, 4 de maio de 2014

Porque


 Particularmente, hoje, quando assistia à missa dominical, lembrei-me de um tempo em que, todos os domingos à tarde (a maior parte das vezes contrafeita), acompanhava o meu pai à missa.
Naquela altura o “ir à missa” era sentido como uma obrigação não obrigada (parece um contra-senso, mas não o é) e não uma escolha consciente, fruto da vontade alicerçada na compreensão do acto que se praticava. Mas ia por causa do meu pai.
Agora, reflectindo sobre aquele tempo, entendo que não lhe passaria despercebida aquela minha “má vontade” na prática desse ritual semanal e a importância que o mesmo viria a ter no meu crescimento como pessoa, na minha educação espiritual.
Por que me lembrei de tudo isto hoje? Porque foi Domingo, porque a minha filha aceitou ir à missa comigo, porque percebi o seu olhar distraído, os seus gestos vagos, a sua postura corporal (como eu me revi nela) e, acima de tudo, porque fez dezasseis anos que o meu pai nos deixou.
Deixou, mas não morreu, porque as sementes, com que, pacientemente, nos “lavrou”, germinaram, deram frutos e permanecerão.









segunda-feira, 28 de abril de 2014

Soneto do amor e da morte




 

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.


 

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.


Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

segunda-feira, 14 de abril de 2014

A intensidade da memória dos dias


Naqueles fugazes momentos em que o tempo entontece e confunde os vários estados de tempo de cada estação, os finais de tarde, surpreendentemente, explodem em horizontes matizados de cores fortes e quentes, apetecíveis, pincelando a paisagem soberba em aguarelas de poesia, adornada pelo canto melodioso dos pássaros, pelas tímidas folhagens, aqui e ali, a despontar nos ramos, ainda despidos, das árvores acordadas do Inverno, pelo florescer de aromáticos e deliciosos frutos, que hão-de cair amadurecidos e saciados de vida.
Na quietude do dia que finda, na tranquilidade da noite que irrompe, esqueço a consciencialização do eu e permito que os pensamentos se fundam com as memórias de si próprios.











quarta-feira, 9 de abril de 2014

Prince Royce - Stand By Me




Uma bonita e melódica canção, já antiga, desta vez em versão de bachata. É contagiante e irresistível. Conseguem ficar parados e não acompanhar o ritmo com o corpo? Eu não.
"Bachatemos", então, para que o dia nos sorria e percebamos, mesmo com todos os problemas que possamos ter, o quão bom é viver (não confundir com existir)!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Minimalismo


Uma das características que nos torna tão peculiares é o sentido de humor, ou seja a capacidade que possuímos de brincar com as desgraças que nos vão acontecendo, com as maldades que nos vão fazendo, com as partidas que nos vão pregando, aproveitando acontecimentos, espaços ou mesmo elementos que nos rodeiam para criar situações engraçadas que geram boa disposição e fazem sorrir.
Outro dia, aquando da visita de estudo à Mata do Choupal, já no caminho de regresso, fomos surpreendidos por uma “obra de arte” enraizada na Natureza e que fez rir todos.
O artista conseguiu, sem dúvida alguma, captar as particularidades específicas, os traços definidos do elemento que lhe serviu de matéria-prima para tão ousada criação.
Se o autor visualizou, numa simples árvore, um anafado e rechonchudo rabiote, os miúdos (os mais sabidos) superaram o poder imaginativo do criador e, de imediato, fazendo uso de um galho seco, hirto e ligeiramente encurvado, que por ali jazia, compuseram, à sua maneira, um outro quadro, numa simbiose perfeita entre os dois elementos!
O resultado? Imaginem…

















segunda-feira, 7 de abril de 2014

Regra única


O fim-de-semana que passou levou consigo duas figuras públicas bem conhecidas: o actor brasileiro José Wilker, de 66 anos (quem não se lembra da personagem “Doutor Mundinho”, da primeira telenovela brasileira “Gabriela, Cravo e Canela” passada na RTP 1, após a revolução de Abril?) e o professor e empresário Manuel Forjaz, com 50 anos.
Alegria e morte: duas palavras de difícil conjugação e a de Manuel Forjaz trouxe-me uma enorme tristeza.
Conheci-o há pouco, desde a entrevista conduzida por José Alberto Carvalho, durante o jornal das 8 TVI.
Nesses breves minutos de conversa, transpareceram, das suas palavras, uma força, uma determinação, uma teimosia em viver. Nem a sombra da morte pareceu roubar-lhe a calma e a serenidade com que encarava e falava da doença.
Admirei-o pela sua atitude, pela coragem demonstrada, pela vontade de ser, pela não desistência.
Apesar do seu amanhã ser cheio de incertezas, conseguiu transmitir a fé e a esperança que alicerçavam a sua convicção.
Do outro lado, onde quer que ele seja, deveria estar afixado o seguinte dístico, como regra única e obrigatória: “ Proibida a passagem, a entrada aos ávidos de vida, aos sonhadores, a todos os que ainda não concluíram o seu projeto de vida!”









quinta-feira, 3 de abril de 2014

Diário de bordo

 
 
Realizar uma visita de estudo debaixo de uma enorme carga de água quase contínua, a fazer lembrar o dilúvio, rodeados de muita vegetação (ainda mais ensopada do que nós), com os miúdos a correrem de um guarda-sol (decididamente, hoje, foi um guarda-chuva) para outro, pouco ou nada preocupados com as intensas e persistentes bátegas que tudo encharcavam, tornou-se um momento bem molhado, mas único e inesquecível.
Sem dúvida que o Choupal constitui um espaço natural maravilhoso, deveras pacificador, convidativo ao passeio, à descontracção, à reflexão e também à aprendizagem e prática de exercício físico, mas sob chuva, torna-se complicado deambular pelos imensos percursos pedestres existentes, pelos múltiplos trilhos rodeados de muita e diversificada vegetação que se abrem ao visitante.
De mochila às costas, protegidos por um amplo céu de chapéus-de-chuva, saltitando de poça em poça, contornando os charcos lamacentos presentes no trajecto e a embrenharmo-nos na vegetação, quase parecíamos um bando de exploradores na demanda de alguma arca perdida, a fazer lembrar o Indiana Jones num filme de acção e aventura.
Um cenário bem do agrado desta faixa etária de alunos que, no fim da primeira parte da visita, pareciam ter saído da guerra do Vietnam, tal era a quantidade de terra, lama e água visíveis nas sapatilhas, nas botas e nas calças.  
Os mais optimistas não se cansavam de afirmar que este estado do tempo se mantinha só até às dezasseis horas, pois, a partir daí, o sol espreitaria por entre umas nuvens menos carregadas. Não se enganaram, mas já não nos valeu de muito, porque era quase hora de regressar.
Agora, no sossego (bem merecido) da casa, olho pela janela e o final do dia assemelha-se a uma daquelas pinturas a óleo ou aguarelas naturalistas que vimos na exposição permanente no Edifício Chiado, com traços de Primavera.
Quer professores, quer alunos, de certeza, jamais esquecerão esta visita de estudo, dadas as particularidades de que se revestiu. Digamos que foi uma maneira bem diferente de terminar o 2º período: não pelo processo, antes pelas condições!

 










domingo, 30 de março de 2014

Os céus da minha cidade

 
Coimbra
fotografias de José Manuel Botelho Aguiar Câmara


Hoje está um tempo óptimo para quem necessita de se enclausurar e passar a tarde a trabalhar, enfiada entre papéis da mais variadíssima espécie, lendo e sorrindo com algumas asneiras bem mirabolantes e muito hilariantes de bradar aos céus, mas que amenizam a seriedade e a obrigatoriedade da tarefa.
Contrastando com o enublado de um céu repleto de nuvens cinzentas, muito carregadas, cujo estado de saturação atingiu o seu ponto crítico e se desfizeram em grossas gotas de água, inspiro-me na beleza de poéticos finais de tarde, avistados de um determinado ponto da cidade, magistralmente captados pelo olhar e pela lente de quem apreende as variações de luz e cor com que a Natureza se reveste, dia após dia, no céu da minha cidade.
Transcrevendo os comentários do autor que acompanham as fotografias na sua página do Facebook “a linha do horizonte é de tal modo dinâmica, que muda de hora para hora, assumindo composições plásticas e cromáticas únicas, devido à deslocação das nuvens e à variação da luz.
É um tema de criatividade infinita, ilustrado através de um pincel que está nos dedos da própria natureza.”
Um espectáculo, genuíno e maravilhoso, imortalizado através de imagens exclusivas e inéditas!  




 



 

 
 










 

sábado, 29 de março de 2014

A não existência de políticas demográficas ou a infalível arte de hipotecar o futuro


Em diferentes momentos, já aqui reflecti sobre a problemática da não existência de políticas demográficas em Portugal, uma vez considerar o assunto de capital importância, se pensarmos em termos de futuro e de sustentabilidade do nosso país.
Os sucessivos governantes, apesar das mensagens veiculadas pelas estatísticas nos mostrarem o precipício para o qual caminhamos, a passos largos, parecem autistas, ignorando as dramáticas consequências para a sociedade, num futuro muito próximo.
Se quem de direito não entende que já ontem era tarde demais para a implementação de um conjunto de medidas sérias, válidas, cujos resultados só a médio e longo prazo se farão sentir, de modo a inverter o desenho demográfico da nossa população, então são uns governantes sem visão, inábeis em projectar o futuro; ou, dito por outras palavras, estamos, completamente, nas mãos de seres incapaz de tomarem decisões e de se aperceberem dos contornos do que é realmente importante, moribundos da política e arrastando-nos para um estado de morte social.
Os números continuam a demonstrar as catastróficas consequências que, daqui a alguns anos, iremos sofrer, se nada for feito.
Em 2060, a população absoluta portuguesa rondará os oito milhões de habitantes, contra os cerca de dez milhões do presente. O retrocesso é tão grande que equiparamos o número de habitantes existente durante a Idade Média. É alarmante!
Em cada ano que passa, vamos, em termos absolutos, minguando, vamos envelhecendo, com um prolongamento da esperança média de vida, vamo-nos tornando um país, literalmente, composto de velhos. A luz vermelha do alarme demográfico há muito que soa, mas ninguém se preocupa, ninguém faz nada para alterar esta realidade.
Este problema, só com muita sorte (ou azar) me afectará, uma vez que, em 2060, mesmo com a esperança média de vida, nas mulheres,  a aumentar para os 92 anos, terei 100 e, a não ser que o Senhor me conceda um bónus, não chegarei lá. Contudo, os meus filhos, os meus netos e os vindouros deparar-se-ão com esta triste e preocupante constatação.
Acordem! Ajam, enquanto é tempo!











 

quinta-feira, 27 de março de 2014

Poetar


Hoje apeteceu-me escrever ao acaso: ideias soltas, despegadas entre si, sem guião nem ponto.
O “meu” borda-d’água do Face acertou nas previsões meteorológicas que tecera e, se não se equivocar, Abril trará águas mil, possíveis trovoadas para as regiões do interior e o regresso do Inverno (com algumas abertas enganadoras pelo meio).
Enquanto isso, as minhas borda-d’água, cá de casa, não só confirmam estas previsões como as prolongam por um período mais alargado. Até ao momento, nunca se enganaram!
De pensamento em pensamento, tentei imaginar um país em que os homens, desde os mais novos aos mais velhos, têm todos a mesma aparência no corte de cabelo (por acaso, denotando muito mau gosto), só porque alguém, detentor do poder e com sinais de demência, assim o decreta. Não o consegui, porque as imagens esbarravam na ridicularização do ridículo!
Não costumo comemorar os dias internacionais ou mundiais, mas, hoje, abri uma excepção: homenageei o chocolate, comendo-o (comer o homenageado não é nada ético, antes bastante irónico…!).
Ainda a deambular pelo meio dos pensamentos, saltei até Aristófanes com a sua Lisístrata, quando li a notícia sobre a campanha iniciada por um grupo indeterminado de mulheres ucranianas, como forma de chamar a atenção para a acção dos russos na Crimeia sob o lema “Não a dês a um russo”. A inteligibilidade das mulheres na escrita de um homem!
De rompante, um pensamento mais afoito sobrepôs-se, atropelou-me as ideias ainda por formar e pensei no meu irmão, na sua paixão pela fotografia e na forma poética como consegue captar a realidade.
Se "fotografar é poetar com o olhar" (ele poeta tão bem!) e escrever é poetar com a alma, então, hoje, eu compus um texto poema, fruto de palavras amadurecidas, adocicadas pelos sentidos, orvalhadas pela inspiração.