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quinta-feira, 20 de março de 2014

Os passos de Passos ou o paradigma dos passos de um político da oposição ao poder




Existem momentos em que as palavras escritas se tornam desnecessárias já que as imagens dizem tudo!
O conteúdo do post de hoje é um exemplo paradigmático desta premissa.
Nas eleições legislativas de 2015, se o voto popular pender para o maior partido da oposição, a história repetir-se-á: um vídeo semelhante, mudando apenas o protagonista!
Como pode o cidadão comum ainda acreditar nos políticos?












quarta-feira, 19 de março de 2014

Essência


O dia de hoje faz-me recordar, essencialmente, o meu pai, mas também momentos que, de um modo ou outro, me ligam a ele.
Foi a 19 de Março que eu passei no meu exame de condução, oferecida (a carta) pelo meu pai e por isso, nesse ano, a melhor prenda, para celebrar o dia que era dele.
Desde então, já decorreu algum tempo, com muitas voltas e reviravoltas da vida: mudanças, ausências, partidas, chegadas, saudade e a lembrança a perdurar.
A nitidez das memórias (física e psicológica) é intensa, como se o tempo não tivesse passado, como se a palavra ausência fosse apenas um conteúdo gramatical e não um antónimo de presença ou um sinónimo de saudade!
Neste Dia do Pai, de um modo muito singelo, mas verdadeiro – tal como tu, pai – uma prenda tecida com as mais puras e autênticas palavras que brotam da essência de ti em mim!












sábado, 15 de março de 2014

Do outro lado


Existir implicará, sempre, viver momentos de alegria, mas também de tristeza.
Os de alegria são como uma fonte de água incrustada na imensidão do deserto que sacia e retempera a esperança, tão necessária para enfrentar os momentos de tristeza.
O desgosto, a infelicidade, a dor, associados à perda, dificilmente, se conseguem ultrapassar e jamais esquecê-la.
É comum dizer-se que o tempo é um bom aliado. Contudo, há situações em que ele apenas anestesia o sofrimento, porque a saudade é tão forte, tão intensa que o domina por inteiro, impedindo-o de desaparecer. É uma ferida sempre aberta.
Quando essa perda contraria as leis naturais, então, a vontade de existir parece abandonar quem permanece.
Não deve haver maior dor do que a da perda de um ser que gerámos, moldámos, amparámos, demos asas para voar e, por fim, libertámos para a vida.
Hoje, por breves instantes, tão breves como o eco de um som perdido, na saudação de um cruzar, de novo, a presença imperativa da dor, espelhada em palavras – poucas – nuns ombros caídos, no olhar brilhante de um marejar que se susteve!
Em momentos destes, apesar de o Sol continuar a brilhar, o sabor do fim-de-semana manter-se e o pertencer fisicamente ao universo ser muito bom, o curso do dia ficará marcado pela reflexão e pela seriedade do sentir.





 

 

 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Porque hoje é sexta


Sexta-feira, início de fim-de-semana, muito sol, bom tempo, quadro mais do que perfeito para todas as possibilidades...!
Apetece gritar: Obrigada, Universo!









quarta-feira, 12 de março de 2014

Borda-de-Água


Para além do aspecto lúdico ou puro lazer, as redes sociais também permitem a partilha de conhecimentos, contribuindo assim para um enriquecimento pessoal já que a cultura não ocupa lugar e nunca é tarde para se aprender.
Ora, sabeis que este nosso mês de Março faz jus ao ditado popular que afirma “ Março pardo, antes enxuto que molhado”?
Pois é! Este ano, a tradição ainda é o que era já que a chuva se foi e o estado de tempo manter-se-á bom entre as próximas duas fases lunares: Lua Cheia e Quarto Minguante.
Em termos agrometeorológicos, o período não podia ser melhor, uma vez que as terras e as plantas, depois de bem regadas, irão adorar todo este Sol pela frente (nós também!).
Já o vento soprará de três quadrantes diferentes: primeiro de Leste, depois de Norte e, quem sabe, no fim, de Sudeste, confirmando, mais uma vez, a sabedoria ancestral expressa no dito popular bem conhecido dos agricultores e marinheiros “Dia de Março, dia de três ventos”.
Resumindo: as próximas semanas trarão bons estados de tempo; nevoeiro mais para a frente e oscilações de temperatura. Depois, lá para o fim, na transição do mês, talvez surja a visita “inesperada” da chuva.
Aguardo para ver se este Borda-de-Água do Face é tão bom como o do papel!








 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Pertinência


Enquanto estou aqui, sossegadinha e bem tranquila, preparando as atividades da semana, ouço a minha música, evado-me, momentaneamente, do trabalho e deixo-me contagiar pelo bem-estar deste tempo magnífico, apetecível e que só pode fazer bem.
Em dias assim, apetece enfiar a razão num saco bem apertado e jogá-la às águas profundas do rio! Deixá-la ir na corrente! Não ouvi-la, não senti-la, muito menos anui-la.
Devo (ou não), quero e posso!
Por que não partes, por que não voas para outras paragens, por que teimas em permanecer aqui, grilo falante?
Por vezes, como seria tão mais fácil, tão mais agradável e desejável não ter consciência, ou esquecê-la!
Mas porquê?

 

 

 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Reencontro


O fim-de-semana promete ser muito luminoso e aprazível: o astro rei, finalmente, parece que se impôs com toda a sua pujança e veio para ficar.
Ao longo deste Inverno bastante agreste e chuvoso, sempre que ia à garagem, olhava para a minha bicicleta, ali parada, há já tanto tempo e dava-me uma saudade de voar nela, de voltar a vivenciar o sabor da liberdade no vento a bater na cara, nos cabelos a esvoaçarem e sentir-me leve, solta, a planar como se fosse uma nuvem ou um papagaio de papel. 
Amanhã, vou reviver o prazer de uma boa pedalada, num passeio ameno pelos sítios da minha cidade, apreciar o verde da paisagem, a tranquilidade dos recantos, o sossego de uma tarde a piscar o olho ao Verão!
Vai ser muito agradável desbravar e saborear as cores alegres do tempo, num sábado que se abre ao descanso!










segunda-feira, 3 de março de 2014

Uma questão de visão


A instabilidade política e social vivida na Ucrânia e a hipótese, cada vez mais viável, do conflito desembocar numa guerra entre este país e a Rússia, despertou-me a curiosidade e levou-me a pesquisar sobre a história desta nação que outrora pertenceu à União das Repúblicas Socialistas e Soviéticas.
Que percurso histórico mais mirabolante e conturbado, sem dúvida consequência das riquezas naturais que sempre possuiu, aliadas a uma estratégica localização geográfica de parte do seu espaço, sobranceiro ao Mar Negro.
Não sei quais serão os desenvolvimentos políticos para a região, mas tenho a certeza que a Rússia não desistirá do controle da zona da Crimeia e fará de tudo para o manter: com ou sem guerra, permanecendo ou sendo expulsa do G8!
Posso até estar a ter uma visão demasiado simplista, redutora, umbilical do problema, mas continuo a pensar que são momentos como este que, por comparação, me fazem minimizar a crise, esquecer os números deficitários do nosso PIB, desvalorizar o crescimento natural negativo e abençoar este pequeno rectângulo do sudoeste da Europa, esquecido ou nem sequer sabido para a quase totalidade do mundo.
Afinal, os únicos que alguma vez nos quiseram foram os nossos irmãos ibéricos quando tentaram imitar, politicamente, a unicidade sabiamente tecida pelos desígnios da Natureza.
Erros da História. Só não sei se no desejo da independência, se na vontade da união!











 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A incerteza do futuro em forma de manifesto (do meu descontentamento)


Se há dias em que as ideias escasseiam e o ecrã se confunde com a alvura das palavras não escritas, outros parecem transbordar de assuntos, tal a diversidade e a pertinência de acontecimentos ocorridos.
Hoje foi um deles!
Por várias razões em simultâneo, o dia que agora finda, literalmente, tramou-me – isto para não utilizar o sinónimo calão deste tempo verbal que, apesar de não ser bonito de se ler, seria o termo mais correcto e fidedigno para exprimir o meu sentir!
Em nome do Estado, essa entidade sem rosto, mas que serve muitas vezes de desculpa para viabilizar decisões e acções tomadas pelos políticos, o Fisco - qual tentáculo de um polvo monstruoso – lembrou-se de mim e eu de um email, em forma de piada, a propósito da relação estreita, intensa e presente que este faz questão de manter com os contribuintes. Se ao menos tivesse sido para me contemplar com um topo de gama de alta cilindrada!...
No ginásio que frequento, uma das instrutoras foi "amigavelmente convidada" a sair, porque decidiu ser mãe!
Algumas pessoas deste país, na cegueira do imediato, comprometem o seu e o futuro dos outros, com tomadas de decisão muito pouco inteligentes. Esquecem-se que, muitas vezes, para se avançar é preciso recuar!
E a humanidade subjacente aos valores? Omitida, substituída, diluída, em particípios de esquecimento.
Ai! (esta interjeição encerra em si toda uma desilusão e uma dor de alma que há muito deixou de ser conjuntural para se tornar, completamente, estrutural). Há momentos em que, também eu, me apetecia fazer a trouxa, pegar na viola e demitir-me deste país, já que, há muito, o país* parece ter-se esquecido de todos nós, um pouco!




* Entenda-se por país, todos aqueles cujas acções e interacções nos têm vindo a fazer perder a esperança num futuro, cada vez mais delineado em forma de um enorme ponto de interrogação, muitos de exclamação e reticências sem fim...









quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

París - "La Boheme" (Charles Aznavour)





Este tempo sorumbático, vestido de inverno persistente, traz consigo a melancolia e a saudade: de um tempo, de um momento, de algo, de alguém? Não importa! Porque se viveu, porque se vive, porque se foi e se é!
Este tempo entristecido, coberto de um manto invernal, fustiga as palavras que se recolhem. Calam-se.
Resta a linguagem da alma. Também a dos sentidos, entrelaçadas de silêncio e de cumplicidade.


 









segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O xadrez europeu

A Suíça pronunciou-se, hoje, em referendo, a favor da iniciativa “Contra a imigração em massa”. Este resultado vem pôr em causa o acordo com a União Europeia sobre a livre circulação de pessoas.
Esta vitória foi também a vitória do SVP (coligação de movimentos da direita nacionalista e populista) e possibilita uma leitura pouco simpática em termos de xadrez político: a ideologia defendida pela extrema-direita está a conseguir implantar-se e ganha cada vez mais força junto dos cidadãos.
Em França, a Frente Nacional, o partido da extrema-direita dirigido por Marine Le Pen, agiganta-se e, segundo sondagens recentes, será o mais votado nas eleições europeias da próxima Primavera.
Entretanto, em Inglaterra, o Primeiro-Ministro, David Cameron, pretendeu que a “UE aceitasse impor limites à liberdade de circulação de futuros Estados-membros (só depois de atingirem um determinado PIB per capita seriam levantadas as restrições”).
Com uma Europa debilitada economicamente, a funcionar a duas velocidades, subdividida em Norte e Sul, agudizam-se as divergências ideológicas, políticas, económicas e sociais defendidas pelos diferentes actores políticos e cidadãos de cada estado.
A Europa já deveria ter aprendido com a História que ela própria protagonizou e ajudou a escrever.
O nacionalismo exacerbado conduz a situações limites em que a dignidade humana é esquecida, os valores deturpados e os fins justificam sempre os meios.
As movimentações que vão ocorrendo no xadrez político internacional preocupam-me.
O surgimento, a ascensão e a subida ao poder dos ditadores da Europa do século passado ocorreram em contextos económicos muito semelhantes ao que se vive hoje em dia.
É preciso não esquecer!
É urgente travar iniciativas que conduzam ao xenofobismo!
A desunião nunca foi – nem será - a estratégia mais inteligente para a solução dos problemas!
É urgente os dirigentes europeus ganharem juízo e aprenderem com os erros do passado.
Por que será que o ser humano não consegue viver, permanentemente, em paz?








domingo, 9 de fevereiro de 2014

A verdadeira razão


Que pena, o grande derby da capital acabou por não se realizar!
Não é que a cobertura da “catedral” se começou a desfazer, mal o vento soprou com mais força?
Gozam tanto com o nosso estádio, mas afinal é bem mais seguro! Pelo que sei não lhe aconteceu nada e dista poucos metros do da Luz. O temporal que aí se abateu também se terá feito lá sentir e continua intacto.
Claro que com este incidente e com o sentido de humor que tanto nos caracteriza, as piadas não tardaram a surgir e a invadir as redes sociais.  
Termino este post com aquela que mais me fez rir, demonstrando um grande sentido de humor por parte do seu autor.


Afinal não era lã de vidro o que voava pelo estádio...








 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Axioma

 
“ (...) só morrem verdadeiramente aqueles que, depois de mortos, nós conseguimos matar também."

  Miguel de Sousa Tavares

 

 
 



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Passado e presente ou a nobre arte de apreciar um bom café


Um dos aromas que muito me delicia é o do café!
Porque beber café é um ritual e, como todos os rituais, requer sabedoria e paciência nos pequenos gestos que o preparam, nos pormenores que o antecipam.
Lembro-me, quando passei por Espanha e depois visitei Paris, que a única ausência rotineira, que me fez crescer a saudade, foi a do café.
A falta do nosso café!
Que saudade daquele sabor penetrante, intenso, único e tão aromático!
Na altura, foi uma saudade superlativada, porque fumava.
A que propósito me recordo agora deste episódio? Porque, no descanso do guerreiro, entenda-se, depois de finalizar a elaboração de um teste de português, nada melhor para relaxar do que beber um delicioso café, bem nacional.
A única particularidade que enevoa o momento é a chuva persistente que não pára de cair, tornando o dia muito escuro e bem ensopado, daqueles que pedem galochas e resguardos para quem se aventurar no exterior.