Desafioos é já por si um desafio lançado em forma de repto: "Andas muito filosófica, tens de criar um blogue!". Porque gosto de desafios, aceitei o desafio e criei este blogue.
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
Novela do quotidiano: episódio II
Alguém da assistência, incomodado pela falta de visibilidade que a banda de música lhe impunha, decidiu, numa atitude nada cívica, resolver o problema da falta de visão, empurrando os músicos, convencido que, desta maneira, ficava com espaço suficiente para ver, amplamente, o espectáculo. Resultado: os músicos desafinaram os "acordes" e terminaram todos numa sinfonia do " dar e levar", dirigida pela batuta certeira da PSP, que fora chamada a intervir, não escapando a uma mordidela sem " dó menor" num dos seus elementos.
No meio desta confusão figueirense invertem-se os papéis e a marcha pára a sua actuação para assistir, incrédula, ao " espectáculo" da assistência, provocado por alguém com total falta de civismo e respeito, retrato fiel da crise de valores que pauta a sociedade actual!
Não será isto o reflexo de um sistema de ensino onde a Educação, nos últimos tempos, não tem sido mais do que um faz de conta?
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Despertar
Os sons do despertar da Natureza entram pela fresta da janela e reanimam-me, mais cedo do que o habitual, para o dia que nasce.
Os primeiros raios de Sol, acordado pela partida da madrugada, rompem a neblina matinal e incidem, ainda fracos e ensonados, na paisagem circundante, iluminando formas recortadas pelas sombras da aurora.
O cântico melodioso dos pardalitos, em chilreios de bons dias, ao astro-rei, ecoa e paira pelo ar, enchendo de musicalidade os primeiros instantes da manhã acabada de despontar.
O som do rebuliço exterior, paulatinamente, penetra na fresta da janela que ficara entreaberta para deixar entrar a frescura da noite e chega até mim. Lentamente apercebo-me, muito ao longe, dos acordes exteriores que crescem de intensidade à medida que acordo para o dia.
O cenário, de beleza ímpar, de tão simples e singelo, influencia o estado de espírito. É-se tomado por ímpetos de urgência, quebrando a aparente letargia em que se mergulhara, pois a vontade comanda a vida que (des) espera.
Numa espiral interior, de rodopios de desassossego, a passividade é esmagada, vencida, aniquilada, por ora.
Após uma quarentena de estados de espírito, emoções, sentires, reflexões, sucede-se-lhe a inevitável pressa de agir, fazer, concretizar, na consciencialização interior da (des) importância da dormência, porque o tempo urge, não pára em contemplações de saudade, esgota-se!
Hoje, há tanto a fazer! Há tanto a decidir! Há tanto a mudar, para a vida acontecer, mesmo com:
O receio a pairar…
A solidão a imperar…
O silêncio a esmagar!
A indiferença a magoar!
Hoje esboçam-se, com traços de esperança, as formas do futuro!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
É urgente!
É urgente sentir o Sol escaldante pintado em tons fortes e quentes que aquece corpos e almas!
É urgente vencer medos, não parar, acreditar!
É urgente descobrir o brilho no fundo de um olhar!
É urgente quebrar silêncios ensurdecedores de vazios de palavras!
É urgente redescobrir sentidos, redefinir percursos, reinventar a monotonia dos dias por vir!
É urgente! Sentir! Sorrir! Viver!
É urgente…
A urgência de se Ser!
Recomeçar!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Como um farol!
“Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: Não tenho medo de vivê-la.”Augusto Cury
Que lição de vida encerra este pensamento!
Na verdade, tal só é possível devido à “ construção dos amigos”.
Mais uma vez, as tramas da vida relembram-nos da importância da amizade.
De facto, os verdadeiros Amigos são aqueles que, tal como um farol, mantêm-se presentes, no meio da fúria bravia, das vagas revoltas e iluminam-nos a noite escura, impedindo o naufrágio por entre a tempestade!
São eles que nos ajudam a vencer ventos contrários e correntes adversas!
São a força que nos ergue; o ânimo que nos impele.
São pérolas ocultas nas profundezas do oceano e pelas marés vivas da vida, descobertas!
Para eles, este pequeno texto.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Verdade em ti
nas altas nuvens,
sê passarinho brincalhão no vale.
Se não podes ser árvore
sê cana sóbria e ágil.
Se não podes ser poderoso,
sê Homem simples e bom
alimentado dos sorrisos e cantos
dos que a teu lado vivem.
A felicidade não chegará
pela grandiosidade do que tu sejas
sem não por a verdade que encontres
naquilo que tu possas ser.
R. Groch.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Noite
Hoje, nesta bela e calma noite de Verão antecipado, em que apenas se pressente o ritmo sussurrante da vida nocturna, o azul estrelado do céu, iluminado pela luz prateada de uma lua inspiradora de sentires, provoca-me emoções apaziguadoras de mim própria, transporta-me o pensamento, em imagens bem definidas e avivadas, soltando-o no espaço e no tempo, a um local algures, onde, quem sabe, quantos outros seres, neste preciso momento, partilham as mesmas emoções e afectos, embalados pela magia de uma noite de encantamento e fascínio.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Cidade Formosa
Coimbra cidade formosa, de encantos por desvendar. Em teus braços repousam histórias de amor intemporal, de amantes apaixonados, de amores proibidos, castrados e para sempre gravados à beleza do teu nome.
O tempo imortalizou-te! Pelos poetas és cantada, chorada, em versos de saudade! Quantas vezes cortejada em serenatas para ti declamadas. És a musa dos estudantes, a amante nas noites de boémia estudantil. Musa inspiradora...
Coimbra, cidade majestosa, nos braços do Mondego entregaste-te e nas margens tranquilas do seu curso sacias a sede do saber.
Coimbra cidade de beleza estonteante com o rio a teus pés, dás-te em pudicos suspiros e nas suas águas reflectes a eternidade do teu ser.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Anúncio
Face a uma parte da matéria que ainda iria trabalhar nos poucos dias que faltam,” os anúncios”, resolvi imaginar uma troca de papéis: de professora, eu passaria a ser a aluna, pronta a praticar a teoria transmitida. E quando me fosse pedido que redigisse um anúncio eu (impossível esquecer por completo as preocupações de adulta por mais troca de papéis que possa imaginar) escreveria o seguinte:
“ Procura-se, com a máxima urgência, pessoa adulta (não interessa o sexo, credo ou cor) honesta, trabalhadora, íntegra, com espírito de abnegação, que fale só a verdade, disposta a actos altruístas em prol dos interesses colectivos de uma nação e que tenha a coragem de tomar as medidas necessárias para erguer a moral de um povo, destronado do seu orgulho, vontade e esperança, sem recurso a compadrios, cunhas e pagamento de favores.
Resposta urgente ao gabinete do cidadão anónimo, ferido na alma, esgotado no âmago de si mesmo, quase a desistir, não de ser português, mas do seu país, incrédulo perante a acção de uma classe política e suas encenações teatrais, que não resolvem os problemas do país, mas antes os agravam, “
Assinado: um cidadão anónimo, à beira de uma crise de revolta e com a paciência a atingir o limite do suportável!”
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Um estadista de visão
Pegar num livro, folheá-lo, respirar o cheiro que se desprende do passar do papel, sentir a macieza de cada folha ornada de letras, de sentidos por descodificar, enriquece-me, extasia-me, fascina-me!
Hoje terminei a leitura do “Codex 632”: ficção romanceada de cariz histórico, trama bem urdida em torno da enigmática figura do descobridor das Antilhas, Cristóvão Colombo.
Desde as primeiras páginas (mais uma vez) o presente reencontra-se com o passado, entrecruzam-se: duas histórias paralelas; um elo de ligação; a presença de valores inquestionáveis, que atravessam o tempo e continuam a ser importantes na actualidade; uma certeza refortalecida: a grandiosidade estadista de D.João II, que defendeu, acerrimamente, os interesses de Portugal de um modo ímpar.
Sem dúvida que a História soube escolher, de forma notável, o cognome que lhe atribuiu, “O Príncipe Perfeito”. Não tanto pelos métodos utilizados, antes pelos fins que os serviram: a salvaguarda dos interesses económicos de Portugal face à rivalidade de um reino vizinho, poderoso e grandioso, num contexto político e estratégico que forçou a redesenhar, graças à sua inteligência, visão e perspicácia.
Que o passado ensine o presente!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Reencontro
Sob um manto de névoa e fustigado pelos aguaceiros inesperados para a época, o visitante é surpreendido pela visão de um imponente edifício, belo, genuíno, de aspecto renovado, testemunho vivo de tramas e vidas esquecidas pela passagem do tempo.O Mosteiro de Santa-Clara-a-Velha, encerra em si segredos passados, calados, enclausurados nas paredes silenciosas, talhadas em pedra de Ançã.
No espaço fronteiriço, os preparativos para a feira medieval são notórios: tendas, acampamento militar, mercado mouro, campo de torneio e até as torres de um castelo, começam a ganhar visibilidade.
No próximo dia 12, o Mosteiro e zona envolvente reviverão o ambiente característico de uma feira franca fernandina, como se de súbito presente e passado se reencontrassem no mesmo tempo!
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Passeando pela História
Ainda mal a revolução acontecera e a recente República fazia sair um decreto-lei, de 12 de Junho de 1910, que estipulava os feriados nacionais. Neste decreto, para além de se abolir a maior parte dos feriados de cariz religioso, laicizar a Sociedade era um objectivo primordial, permitiu-se que os municípios e os concelhos pudessem escolher um dia que representasse as suas festas tradicionais e municipais.
É neste contexto, que surge o feriado de 10 de Junho, como um feriado estritamente municipal, uma vez que resultou da escolha da cidade de Lisboa.
Mais tarde, já em pleno Estado Novo, a sua comemoração alarga-se a todo o país, tornando-o um feriado nacional, “O Dia de Camões”, também apelidado da “Raça”.
O simbolismo, representado pela figura camoniana, enaltecia os ideais nacionalistas e imperalistas e contribuía para a comemoração colectiva histórica, como modo de propagandear o regime.
Com a revolução do 25 de Abril de 1974, manteve-se o feriado, alterou-se a ideologia que o sustentava. A partir de então, passou a denominar-se Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
Imune às conturbações dos homens que passaram pela História e fizeram a História, e independentemente das ideologias de poder, Luís de Camões permanecerá como um símbolo de um país que se quer letrado, reflexivo, activo, participativo e íntegro!
quarta-feira, 9 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Caminhada

Gosto de caminhar. De preferência na serenidade da noite, com a aragem por companhia. Os movimentos compassados, que cansam o corpo, ajudam-me a reordenar o pensamento em monólogos incisivos: As ideias fluem, inspiradas pela cadência dos passos.
Caminhar ajuda-me a reorganizar as ideias, a reflectir, a decidir.
Na mansidão da noite busco o sossego necessário à reflexão. Caminho!

