Translate

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


O nosso planeta, visto do exterior é o mais bonito de todos os planetas até agora conhecidos. As suas cores, realçadas no espaço escuro, imenso e frio que o circunda, destacam-se , ganhando tonalidades fortes, assemelhando-se à palete multicolor de um pintor. O azul dos oceanos, o verde da vegetação, o branco da neve matizam-se numa combinação perfeita que lhe confere beleza, identidade, unicidade.
Neste planeta que é de todos nós, de todos os seres vivos, o Homem tem-se apropriado dos seus recursos de um modo egoísta, insensato e irresponsável, provocando danos irreparáveis para a vida na Terra.
De todas as espécies que já viveram e vivem actualmente na Terra, a espécie humana foi a única que, num longo processo de evolução, destacou-se de todas as outras, devido às transformações físico-psiquicas que nela ocorreram desde os primórdios da humanidade. As consequências desta evolução, permitiram ao Homem alcançar a supremacia sobre as restantes espécies animais: posição erecta, inteligência, verbalização do seu pensamento, fabrico de utensílios, são alguns dos factores que lhe permitiram distanciar-se dos outros seres vivos.
A evolução gera progresso, o progresso gera necessidades, as necessidades geram destruição do meio ambiente, como forma de as garantir e suster.
O Homem à medida que ia "crescendo" foi-se esquecendo do elo que o ligava à terra mãe. A mesma que lhe serviu de habitat, nesse processo de formação da espécie e que lhe forneceu tudo o que necessitava para poder sobreviver.
O progresso traz o esquecimento e hoje, essa ligação natural, baseada numa energia única que liga todos os seres que aqui existem, tende a desaparecer.
A ironia reside no facto que a espécie que mais evoluiu, tornando-se inteligível, logo mais apta para reflectir e não agir contra si própria, é aquela que, "estupidamente" tem devastado o planeta onde vive, tem provocado alterações a todos os níveis, algumas de carácter irreversível e ainda não entendeu que os danos resultantes da sua acção recairão sobre si própria.
A Terra demorou milhões de anos a formar-se, tornando-se este belo planeta que conhecemos.
O Homem levou dois mil anos a destruí-lo!!!!
Há que parar, reflectir, mudar mentalidades, alterar atitudes e posturas.
É urgente salvar o nosso Planeta, ainda há tempo, basta querer-se!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Para Ti..."Páaa"

O assunto do post anterior fundamentou-se na recordação, feita saudade ,de alguém que me é muito querido e que já há alguns anos partiu para uma outra etapa da vida que nos é inacessível, enquanto simples mortais. Esse alguém é o meu pai. Apesar de já ter morrido fisicamente, continua vivo nas minhas memórias, que faço questão de transmitir a quem não o conheceu pela verbalização das emoções que me percorrem e assim alcance a imortalidade a que tem direito, pelas conquistas que fez em vida
O meu pai foi o melhor pai do mundo. Havia entre nós uma cumplicidade não falada. Não eram precisas palavras, bastavam os olhares e ambos entendíamos o que queríamos dizer um ao outro. O meu pai, o Pááá, como lhe chamava, era um ser humano simples, transmissor de valores que eu hoje faço meus. Sinceridade, veracidade, combatividade, verticalidade, amizade, honra na palavra dada, todos estes valores o meu páaa me transmitiu, através do seu exemplo de vida. Por isso o admiro muito como pai e educador que foi.
Durante toda a minha infância e já adulta, nunca ouvi nem vi o meu pai gritar, alterar-se ou bater para educar os filhos. Bastava uma entoação diferente, um olhar mais incisivo, uma postura corporal e sabía que o tinha desiludido, que o tinha magoado, que fizera asneira e que não esperara isso de mim. E talvez porque transmitisse tudo isto apenas pelo olhar magoado, pelo silêncio ensurdecedor, sem o recurso a qualquer castigo físico, eu sentia-me tão pequenina, tão envergonhada, tão triste por o ter desapontado, por ter feito o que ele não esperava.
A forma que ele adoptava, para me transmitir o seu estado de espírito, era suficiente para me arrepender da asneira que fizera e não repetir o mesmo erro.
Pelo modo como nós nos"vivemos", pelo amor que me deu, pelas vivências intensamente partilhadas, pelos valores herdados, pelo exemplo deixado, pelo carinho que me tinha, pelo seu ar meigo com que me olhava, pela vaidade que sentia na filha que tinha moldado, pelo ser humano que me ajudou a Ser, eu amava-o, eu amo-o e amá-lo-ei até ao fim das minhas memórias de vida.
Recordar o meu "páaa" , escrevendo este post, é a melhor maneira de lhe agradecer o pai que foi.
Ainda hoje, já adulta, quando me sinto triste, desanimada, desiludida com o teatro da vida e os lapsos dos seus actores, é na sua memória que me refugio, é na sua lembrança que busco a força para não desistir, para dar um pouco de cor ao que, na altura me parece tão negro, tão escuro! E volto a ser menina, e volto a refugiar-me no aperto dos seus braços, aninhando-me, como se fosse muito pequenina, com a certeza que esses braços, para me protegerem, fariam tudo o que pudessem.
Relembrar o meu "páaa" é sempre tocar no mais fundo de mim, num crescente turbilhão de emoções.
Relembrar o meu pai é saudade, é um misto de alegria e tristeza: alegria por eu ter tido a sorte de o ter como pai, tristeza por eu já não o ter junto a mim.
Relembrar o meu "páaa" é um acto de contínuo amor.
Da tua Sereia

Imortalidade


Desde sempre defendi a ideia de que as pessoas não morrem, porque acredito nela. O que morre é a parte física do ser.
Não tenho argumentos para apresentar e poder contestar todos os que me dizem que estou enganada, que após a morte nada mais resta, tudo desaparece. Mesmo não tendo argumentos, mesmo não podendo justificar com factos concretos a minha crença, reafirmo que acredito na imortalidade do ser.
Esta afirmação nada tem a ver com aspectos ligados à religião, apesar de esta lhe estar subjacente.
Contudo neste post não pretendo dissertar sobre fé, porque esta não se discute, não se argumenta, não se avalia: ou se tem, ou não se tem!
Todos os seres são imortais, enquanto permanecem na memória viva dos que lhes sucedem. Enquanto houver quem se lembre de nós, quem tenha saudades, quem relembre momentos, acções, quem, apesar de ausentes, nos sinta, nos veja, nos fale na linguagem mais arcaica do mundo, a do pensamento, então não morremos, permanecemos vivos num outro patamar: o da memória viva das pessoas que connosco vivenciaram. Essas pessoas são o baluarte da nossa imortalidade, porque não nos deixam cair no esquecimento, e, através do relato das suas memórias, permitem que continuemos vivos, para além do tempo vivido.
Saibamos em vida, conquistar o direito à Imortalidade.

domingo, 3 de janeiro de 2010

O Meu Sporting, equipa do coração

Sou uma adepta fervorosa, como eu costumo dizer, do meu SPORTING.
Este ano as coisas têm corrido mal, mas com esta vitória frente ao Sporting de Braga por 2 a 1, uma trémula luz parece querer despontar lá bem no fundo do túnel de acesso aos balneários!
Ano novo, equipa nova! tenhamos esperança que, a partir de agora, com os reforços (serão mesmo?) e a moral em melhor estado, o meu sporting consiga lutar como um leão(eu sei que ultimamente se tem parecido mais com um gatito) e mostre aos adeptos das outras equipas que ainda está aí, pronto para a luta, se não for para ganhar, o que é difícil, dada a situação em que parte para esta segunda volta, que seja para lutar, de igual para igual, com as outras equipas que o menosprezaram e pensaram que já não se conseguia erguer. Engano delas, pois um Leão não se deixa nem abater nem vencer sem dar luta renhida a quem o ouse atacar.
VIVA O SPORTING!

O poder revigorante da música

Quem nunca foi influenciado pelo som de uma música, de uma melodia não sabe o poder que a música tem na nossa vida.
Adoro música. Sempre que estou a trabalhar em frente ao pc, lá vou eu à minha biblioteca de músicas e ligo o Media Player. Consoante o estado de espírito e a hora do dia, assim o tipo de música que ouço. E como a maioria das vezes trabalho ao fim do dia ou à noite, a música ouvida é calma, suave, melódica, romântica.O tempo flui ao som de uma boa música e o trabalho torna-se muito mais rentável.
Os links abaixo são um exemplo de algumas das músicas que mais gosto. Partilho-as com todos os que, navegando pela blogosfera, aportem no Desafioos. Enquanto descansam, recostem-se, fechem os olhos e deixem que os vossos sentidos captem as vibrações de cada nota, de cada acorde. Sintam as emoções que a música vos provoca, não resistam, deixem-se levar...
http://www.youtube.com/watch?v=NGuJOfrakc8
http://www.youtube.com/watch?v=udXMgx7UCz0
http://www.youtube.com/watch?v=840B27zYfOk

O silêncio da noite

A lua sempre me fascinou e associada a ela a noite.
É à noite que me reencontro, que me dou, que me transformo.
É no silêncio da noite que reflicto, repenso e ganho coragem para os desafios da vida.
A noite é magia.
O barulho do silêncio, quando bem escutado, é uma melodia suave que inspira calma, tranquilidade, paz. Ele permite ouvirmo-nos.
É neste momento do dia que, embalada pela magia da noite e envolta no silêncio da escuridão, finalmente me reencontro, me pacifico, me aceito, escutando o meu Eu verdadeiro. E então mais nada existe, apenas eu, a noite, o silêncio e os meus pensamentos vagueando em memórias quase esquecidas, mas não perdidas. E recordo com saudade, momentos passados, pessoas queridas, revivo emoções, situações, páro o tempo. A noite tudo possibilita, a noite é magia, a noite é um bálsamo revigorador que me permite viver o dia.

Tu és eternamente responsável por tudo o que cativas


Antoine de Saint-Exupéry, no seu célebre livro « O Principezinho», defende, através do diálogo entre a raposa e o menino, a ideia de que cada um de nós se torna, para sempre, responsável pelos seres que cativamos. Uma vez esse «milagre» acontecido, o elo que une duas pessoas ou seres jamais poderá ser quebrado. A magia que envolve dois seres cativados, dificilmente conseguirá ser desfeita ou anulada. Cada uma das partes é responsável pela outra. É uma relação bilateral em que ambas as partes envolvidas não são mais que os elos, não perdidos, de uma força poderosa que tudo consegue.
Basta querer! Basta acreditar! Basta fazer acontecer.


Colo um excerto da parte referida. É belo, é soberbo, é único!!!
TU TORNAS-TE ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS
" Vou-te contar o tal segredo. É muito simples, só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. (...) Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante. (...) Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa."

E agora?


O desafio foi aceite e eis-me, ainda principiante,com uma página aberta, salpicada de estranhos nomes , obrigando-me a explorar cada um dos domínios que a formam ao mesmo tempo que não páro de me questionar « e agora? o que fazer? como fazer? serei capaz de corresponder ao desafio que me foi lançado? ».
Tantas dúvidas, alguns receios, mas a certeza de que os «Desafioos» foram sem dúvida uma boa maneira de iniciar este 2010. Será o primeiro de muitos desafios que desejo vencer.
E a ti, que me lançaste este desafio, desejo estar à altura do mesmo e não te desapontar.
Viva 2010 e todos os desafios que ele nos trouxer! Saibamos aceitá-los e, dignamente ,alcançar e vencer, com coragem e firmeza, o maior desafio de todos: a VIDA.