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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pensamento

Semeie um acto e colha um hábito. Semeie um hábito e colha um carácter. Semeie um carácter e colha um destino.”

Charles Reade

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Porto


“Mui Nobre e Cidade Invicta” foi o título com que, no século XIX, D.Pedro IV agraciou a cidade do Porto pelo apoio, coragem e fieldade demonstrados pelos seus habitantes aquando do cerco, a que foi sujeito, pelas tropas miguelista e absolutistas durante a Guerra Civil.
A cidade do Porto resistiu com bravura e valentia à fome, às doenças e aos ataques desferidos pelo exército miguelista sem se render ou desistir. Sempre do lado de D.Pedro, sujeitou-se às dificuldades que a situação provocara de cabeça erguida e honrando a “raça” do seu povo.
De todas as localidades é a que remonta à pré-nacionalidade: Porto Cale, génese de uma vontade indomável e invencível que se perpetuou através dos tempos.
Gosto da cidade do Porto e hoje, particularmente, relembro-a altiva e vitoriosa!

domingo, 3 de abril de 2011

Traquinice

Já há muito tempo que não pregava uma mentira no Dia das Mentiras.
Durante a meninice, neste dia, inocentemente, inventava uma "peta" que, de tão inocente que era, não convencia ninguém.
À medida que ia crescendo, a vontade de brincar, neste dia, diluía-se nos ditames da idade e, durante muito tempo, deixei de o fazer.
Mas anteontem, uma vontade enorme nasceu da lembrança da infância e uma maroteira, bem traquina, invadiu-me o querer: decidi brincar como há muito não fazia.
Se era o Dia das Mentiras então, só tinha que dar asas à imaginação e... divertir-me.
Não me saí mal: Ri, brinquei e, principalmente, consegui com que muitos sorrisos brotassem de rostos, há muito, invadidos por uma seriedade preocupada.

sábado, 2 de abril de 2011

Esclarecimento

Na realidade há momentos em que é necessário parar para avançar. 
No entanto, contrariamente ao que ontem escrevi, esse momento não chegou ao Desafioos.
Mas porque era o primeiro de Abril, Dia das Mentiras, decidi divertir-me um pouco e pregar uma mentirinha a todos os que me visitam no blog. A dúvida residia no modo como concretizar a brincadeira. Então, por que não fazer do próprio post a mentira? – Pensei. E assim surgiu “Pausa”.
Para os que, como eu, já se interrogaram sobre a origem deste dia, deixo-vos um link que responderá à vossa curiosidade.


http://www.diariodominho.pt/conteudo/42582/O%20Dia%20dos%20Bobos

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pausa

Passado um ano e três meses da criação deste blog, decidi fazer uma pausa.  
Há momentos em que é necessário parar para avançar. Esse momento chegou ao Desafioos.
Não sei quanto tempo demorará o interregno, mas prometo voltar. 

terça-feira, 29 de março de 2011

Havia um tempo

Havia um tempo em que o sorriso brotava naturalmente, as preocupações eram próprias dos adultos e “comigo vai ser diferente” era uma das frases mais gastas nas conversas com os mais velhos.
Na infância do tempo, os sonhos embalavam o pensamento e alimentavam a determinação. Na ingenuidade da idade, defendíamos a certeza de tudo poder e de nada ser impossível. Como era reconfortante a sensação da vontade invadida e dirigida pela força do querer.
Havia um tempo, perdido no desgaste dos anos, um tempo de pura inocência, de cristalinidade nas acções, de convicção nas ideias, um tempo em que as certezas nos invadiam e dúvidas era uma palavra para os outros.
E nesse tempo perdido, tu e eu ousámos reinventar o amor, enfeitá-lo de palavras doces, gestos ternos, olhares perdidos e em nós encontrados, fonte de límpidas emoções e sentires.
Há um tempo!

domingo, 27 de março de 2011

Liberdade



 "A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viveres só, nasceste escravo."
Fernando Pessoa

O Tempo

Como se o Homem fosse dono do Tempo, eis que lhe rouba uma hora, alterando o que não pode alterar pois, apesar de adiantar o tempo, o Tempo continua a correr ao ritmo do seu próprio tempo.
Mera ilusão, ó Homem!
Não sabes que o Tempo, com mais ou menos tempo, corre incessantemente num compasso temporal de um Tempo eterno e imortal?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Março

Decididamente, Março tornou-se um mês especial.
Março, de alterações de fundo, de mudanças de rumo, de recomeços.
Março e o renascer da vida que desperta, calmamente, no regaço da Primavera.
O Março da esperança e do desejo, por fim, concretizado.
E o Março da mudança trouxe com ele o fim de mais um ciclo.
Coagido pela força das circunstâncias, o nosso Primeiro-Ministro decidiu apresentar o seu pedido de demissão ao Presidente da República.
Não vou, mais uma vez, tecer qualquer comentário sobre o facto, nem emitir opinião sobre o desempenho do chefe do governo nem da sua linha política ou medidas tomadas.
Hoje, começou o fim de seis anos de passado. A partir de agora, o mais importante é olhar e pensar o futuro imediato. Cada um de nós tem o dever e a responsabilidade, porque a democracia é isso mesmo, de reflectir no rumo que quer para o país, de inventar o futuro partindo do presente e escolher, em consciência e com conhecimento de causa, o partido e o candidato que quer para assumir o governo da nação, sabendo que são tempos difíceis os que se avizinham.
Desta vez a responsabilidade de cada um dos portugueses é maior do que nunca, pois estão em jogo interesses, muitos deles divergentes, que é preciso acautelar.
A História ensinou-nos que Portugal, desde o início da nacionalidade, tem vivido períodos difíceis, períodos de crise. No entanto, de uma maneira ou de outra, sempre se encontraram soluções para a resolução dos problemas.
Que as lições do passado nos ajudem no presente e na construção de um futuro que se quer verdadeiro, integro, honesto e responsável!

sábado, 19 de março de 2011

Hoje

Pai!
Longe vão os dias em que, neste dia, te oferecia uma prendita embrulhada num beijinho.
Os dias cresceram, amadureceram, o tempo passou e a vida aconteceu...
Hoje, especialmente neste dia, em que há muitos “hoje” te deixei de oferecer uma prendita embrulhada num beijinho, dedico-te este pequeno texto acompanhado com a certeza que te quereria de novo como pai.

Figuras de estilo

A partir da análise dos indicadores “Os deputados mais interventivos” e “Os deputados com mais iniciativas legislativas”, constantes na página “Parlamento Transparente”, da edição de ontem, do Público online, verifica-se a existência de deputados que, desde o início desta legislatura – há quase dois anos –, nunca intervieram e nunca tomaram qualquer iniciativa. A contribuição destes senhores, a maior parte ilustres desconhecidos, resume-se a carregar num botão aquando das votações.
É difícil de compreender por que razão, num tempo de crise e tanta austeridade, em que se pedem sacrifícios em nome do bem da Nação, este órgão de soberania não dá o exemplo, começando por reduzir o número de deputados, já que, como os dados indicam, muitos deles são meros figurantes.
Este país continua a ser um país a duas velocidades e com dois pesos e duas medidas!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Paradoxo- Parte II

Há determinadas actuações que, por mais que sejam aclaradas e argumentadas, nunca conseguirei entendê-las.
Mais concretamente, refiro-me ao modo como o nosso primeiro-ministro conduziu o processo relativamente à divulgação das medidas constantes no PEC IV.
O não ter informado, com antecedência, quer a presidência da república, quer os partidos políticos com assento na Assembleia, só denota falta de respeito pelas instituições, sede do poder e ausência de espírito democrático.
E quando criticado por todos os lados, acaba por se ver quase obrigado a ter de prestar explicações ao país (não esqueçamos que a manifestação “geração à rasca” ocorrera três dias antes), os argumentos que apresenta são tão fracos - cerimónia de tomada de posse do Presidente da República e moção de censura apresentada no Parlamento - que é impossível acreditar na boa fé do nosso primeiro-ministro.
Para quem tanta ênfase deu ao designado Plano Tecnológico - um dos estandartes da sua governação - é de estranhar que não tenha enviado um simples mail, evitando deste modo o mal estar institucional e a consequente crise política que desencadeou. .

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sentires

Tenho saudade do Sol.
Tenho saudade dos dias ronceiros de Verão; das cores intensas e quentes em explosões de tons; dos passeios à beira-mar; das noites quentes de luar.
Tenho saudade das caminhadas e da beleza do rio a serpentear, dos caracóis ao final da tarde e da frescura das ondas do mar.
Tenho saudade das noites serenas, da brisa morna, da lua a cintilar e do cricri dos grilos a ecoar.
Tenho saudade de escutar o silêncio da noite entrecortado pelo gotejar da água da fonte e embalado pelo sussurro da aragem a murmurar.
Tenho saudade da preguiça dos dias e noites sem tempo, do dormir e acordar e o dia acontecer, sem horas a comandar.
Tenho saudade do riso cristalino, das conversas sem fim e da ternura no olhar.
Tenho saudades de ti e de mim.

domingo, 13 de março de 2011

E fez-se História

Ontem, dia 12 de Março, fez-se História neste Portugal à deriva, sufocado, sorumbático.
Ontem, pela primeira, o que se pensava difícil ou mesmo impossível, aconteceu: a concentração de 200 mil pessoas em Lisboa e 80 mil no Porto.
O poder da Internet, através das redes sociais, como elo de ligação entre pessoas distanciadas no espaço e como canal de transmissão de informação, conseguiu mobilizar uma massa enorme de gente anónima que, unida num sentir comum, saiu à rua, disposta a mostrar aos órgãos do poder o descontentamento que a corrói e lhe consome o ânimo.
Ontem, as diferenças anularam-se entre os que se manifestaram na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e em todos os outros locais deste Portugal, pequeno fisicamente, mas grande de alma.
Ontem, por entre rostos cansados, desgastados, preocupados com as políticas tomadas e com a falta de perspectivas futuras, ouviu-se um grito uníssono de anseio e esperança na mudança, um grito de quem apenas deseja sonhar e poder concretizar os sonhos que sonhou.
Ontem, em Portugal, fez-se História escrita com acção, emoção e convicção.

sábado, 12 de março de 2011

Eclipse solar

Eclipse solar
(imagem obtida em Tábua)
Um eclipse, sendo um fenómeno pouco frequente, quando ocorre, desperta sempre grande interesse e muita curiosidade.
Aparentemente poder-se-á pensar que  quer o Sol quer a Lua, ao verem-se tapados,  esmorecem, perdendo  todo o seu esplendor, vigor e luminosidade como se, envergonhados, buscassem um refúgio protector.
 Mera ilusão, pois quando se libertam do incómodo "intruso" , retornam mais esplendorosos e com um brilho mais intenso na luz que emanam.
E como é belo perscrutar as diferentes formas que se desenham, lá bem no alto, num contraste entre o claro e o escuro!